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segunda-feira, 24 de junho de 2013

ESTRELA DE TRÊS PONTAS NO ALTO DO PÓDIO


O término da terceira edição das Mil Milhas Históricas Brasileiras, cujo sucesso já está definitivamente consolidado, marcou o fim do domínio dos esportivos ingleses com a vitória dessa magnífica Mercedes 350 SLC 1973, modelo cuja história já foi contada aqui. Entretanto, se a hegemonia inglesa caiu por terra neste ano, a dupla Rogério Franz e Mário Nardi vai se consolidando como favorita nesse tipo de prova, já que, com a conquista desta edição, se sagraram bicampeões, pois já haviam faturado também a primeira prova a bordo de um Triumph TR4. Parabéns aos vencedores!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

II RAID DA MANTIQUEIRA - PRÉVIAS (4)



Figura bastante vista em encontros estáticos, graças à relativa fartura de modelos que por aqui habitam desde quando eram 0km, trazidos por milionários que tinham bons contatos nas embaixadas, a terceira geração da Mercedes SL vai se tornando também um dos modelos preferidos para provas de estrada, ao lado dos Corvette Stingray e MGB. No Raid que se aproxima, deveremos ter a presença de uma belíssima 350 SL prata semelhante à da foto acima, que faz parte de uma grande coleção daqui de BH. A 350 SL que vai ao Raid foi premiada em Lindóia/2011 e traz um belo interior em couro azul, de fábrica. Seu soberbo V8 3.5 de 230 cv, aliado a uma dirigibilidade exemplar que conta com freios a disco nas 4 rodas, vai fazer dela uma companheirona nas curvas da Serra da Mantiqueira. Seu piloto, o Guilherme, já tem no currículo o primeiro lugar no raid que foi disputado no Brazil Classics 2008, a bordo de um Maverick GT.

terça-feira, 19 de março de 2013

10 RIVALIDADES APAIXONANTES

Sempre que falta assunto aqui no blog, uma ótima saída é recorrer às listinhas que povoam o imaginário de qualquer entusiasta, fórmula que pode ser comprovada olhando as últimas estatísticas que mostram o sucesso estrondoso desse post. Pois bem, inspirado pela dupla Mercedes 190E 2.3-16 e BMW M3, vamos a dez pares de carros-esporte adversários que eu sonharia em admirar em minha sala de estar ao sabor de um Jack Daniel's Old Barrel - e levar para passear em uma estrada deserta num domingo ensolarado, claro!

1 - GT Malzoni x Willys Interlagos


E quem não gostaria de reeditar o principal duelo das pistas brasileiras dos anos 60?

2 - Corvette Sting Ray x Jaguar E-Type


Potentes e sensuais como qualquer macchina italiana, por uma fração do preço delas e com desenho inconfundível, como convém a qualquer clássico esportivo.

3 - VW SP2 x Puma GTE


Os pequenos esportivos com motor de Fusca refrigerado a ar bem que tentavam levar o espírito das pistas brasileiras dos anos 60 para as estradas dos anos 70, mas a coisa ficava mais na aparência do que nos números de desempenho.

4 - Charger R/T x Maverick GT


Esse sim, talvez tenha sido o grande duelo no imaginário do motorista brasileiro no início dos anos 70. Pouco importava se eles derivassem de pacatos modelos de passeio; o principal era o ronco do V8 e a cantada de pneus nas arrancadas...

5 - Camaro x Mustang


Na mesma linha do duelo Charger x Maverick, porém iniciada ainda nos anos 60 e com muito mais opções de tempero, os eternos pony-cars americanos nada mais eram do que versões mais transadas de modelos compactos, mas até hoje sabem arrancar suspiros como poucos. E não é demais lembrar que a rivalidade perdura até hoje!

6 - MGB x Triumph TR4


Qual foi o último herdeiro do legado britânico de esportivos em seu sentido mais puro? O gigante British Leyland tinha franca preferência pela linha TR, mas os 500.000 MGB vendidos em 18 anos  sem praticamente nenhum investimento da matriz em seu desenvolvimento mostram que a questão era complicada...


7 - Ferrari 365 GTB/4 x Lamborghini Miura


O estado-de-arte dos esportivos italianos e uma das rivalidades mais famosas da história do automóvel. Logo depois do surgimento deles, veio a crise do petróleo e legislações mais rígidas quanto a emissões e segurança, que fizeram com que nunca mais houvesse carros assim.

8 - Ferrari F-40 x Porsche 959


Dois esportivos superlativos que recriaram o conceito do supercarro, inclusive batendo os 300 km/h. Devem deter, até hoje, algum tipo de recorde de comparativos entre si nas publicações especializadas.

9 - BMW M3 E30 x Mercedes 190E 2.3-16


Dos anos de ouro da DTM para a sua garagem por um precinho que dá pra encarar... 

10 - Subaru Impreza WRX STi x Mitsubishi Lancer EVO


A versão japonesa da briga alemã aí de cima, tendo as pistas de rali como pano de fundo, ao invés das pistas da DTM. Só mesmo os marketeiros para explicar por que um país que produz clássicos desse nível precisa ficar criando marcas de prestígio insossas como Lexus, Infiniti e Acura para vender nos EUA.

E aí, faltou algum?

segunda-feira, 18 de março de 2013

O BRILHO DA ESTRELA

Para se contrapor à série 3 da BMW e 80 da Audi e não perder terreno no campo dos sedãs médios, a Mercedes colocou o 190E no mercado em 1982, modelo que foi muito apreciado por trazer todos os predicados da marca de Stuttgart em um pacote mais compacto que agradou em cheio os jovens bem-sucedidos da época. Mas a coisa começou a esquentar mesmo somente no ano seguinte, quando surgiu o 190E 2.3-16 da foto acima, um foguete de 185 cv, 225 km/h de máxima e 0-100 em 8 segundos - é bom lembrar que ele tinha apenas 4 cilindros - graças ao cabeçote de alumínio com 4 válvulas por cilindro, trabalhado pela Cosworth. O toque final ficava por conta da primeira invertida (para a esquerda e para trás), para que as quatro marchas mais altas ficassem dentro do H, como nos carros de competição. Considerado um legítimo puro-sangue que brilhou na DTM, o 190E trazia discretos adereços aerodinâmicos e quebrou uma tradição da marca, iniciada com o 300 SL dos anos 50, de estampar a estrela na grade dos seus esportivos, tendo a mantido no alto do radiador, como nos modelos mais sóbrios. De qualquer forma, o invocado sedã precipitou a chegada de outra legenda das Autobahnen dos anos 80, o BMW M3 do post abaixo, de 1985.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

ANTES DO TOMBO



Com a proximidade do encontro de Lindóia, me lembrei da notícia de que, há três anos, uma limousine Mercedes 600 Pullman havia caído da cegonheira ao chegar no encontro paulista. Logo depois, vieram as fotos, que mostraram que a vítima não foi exatamente o "carro do papa", como inicialmente se acreditou, mas sim um modelo 230.6 de chassi alongado, muito usado como taxi no Oriente Médio nos anos 70 e 80. Nunca mais tive notícias dessa carro, que na época fazia parte do acervo de um folclórico colecionador de BH, e seria bacana vê-lo de novo na praça Adhemar de Barros nesse ano, brilhando novamente como nova. A foto, anterior ao acidente, foi capturada do moribundo blog do Chico Rulez.

quarta-feira, 28 de março de 2012

CHARUTO


Não consigo enxergar bem a relação dessa carroceria com o objeto que Sigmund Freud jurava que não era fetiche, mas que o desenho dessa 220S Coupé é bonito, ah, isso é! Foto do Brazil Classics 2006.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

OS 3 MELHORES # 2 - GRAND TOURERS




Vamos tentar dar uma ressucitada neste blog postando duas vezes por dia até o fim da série Top 3. De todas as categorias que povoam meu imaginário, talvez seja essa a mais ingrata para extrairmos apenas três representantes. Fiquemos, portanto, com um de cada país que mais contribuiu com as tradições do automobilismo em suas cores "de briga". Com vocês, o Mercedes 300 SL Silber Pfeil, o Jaguar E-Type na British Racing Green e a Ferrari 275 GTB/4 no seu Rosso Corsa. Se eu fosse mencionar todos os modelos que gostaria de colocar aqui...

terça-feira, 1 de março de 2011

HARDTOP


Dizem os mal-humorados que o Mercedes 300 SL Gullwing tem o habitáculo quente demais. Por outro lado, a versão Roadster tem fama de torcer demais a carroceria. Que tal, então, juntar essas duas características e, mesmo assim, tem um dos carros mais desejáveis de todos os tempos?

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

AINDA EM MANNHEIM

Algumas cidades relativamente desconhecidas tiveram papel tão importante na civilização ocidental que deveriam ser tão celebradas pelos amantes das boas coisas da vida como Paris ou NY, por exemplo. Uma delas é Mannheim, situada às margens do Rio Reno, onde floresceu a música sinfônica moderna (Haydn e Mozart foram diretamente influenciados pela Mannheimer Schule) e onde nasceu o automóvel, por obra de Karl Benz, como já descrito aqui. Entretanto, após a fusão com a Mercedes em 1926, a produção de carros de passeio da Mercedes-Benz foi se concentrando na vizinha Stuttgart, ficando a unidade de Mannheim encarregada da produção de ônibus, em uma fábrica que se mantém ativa até hoje. Houve, no entanto uma série de automóveis ainda produzida nas antigas instalações da Benz, as Typ 350 e 370 Mannheim, que duraria de 1929 até 1933, quando foi substituída pelo Typ 290, que durou até 1937, ano de lançamento da série Typ 320, todas elas voltadas para um segmento intermediário do mercado. Apesar de relegada a um segundo plano na produção de automóveis de passeio, Mannheim ainda ficou encarregada da produção de algumas carrocerias especiais e, enquanto saíam das linhas de Stuttgart os estupendos 380, 500 e 540, da cidade vizinha saiu esse delicado e raríssimo roadster baseado nos Typ 320, bem menores. Chamada 320 Roadster Mannheim, ela não tinha o estilo suntuoso nem o desempenho arrasador das irmãs ricas - seu seis-em-linha 3.2 desenvolvia 78 cv -, mas era uma pedra preciosa cujo conceito de esportividade ficava próximo ao do celebrado BMW 328. Eclipsada pelas Mercedes maiores, a 320 Roadster Mannheim teve pequena produção e, segundo consta, a unidade acima é a única restante no mundo (que escapou recentemente da coleção do Veteran de MG para uma coleção paulista), tendo aparecido para ser apreciada ao lado da 540K Spezial no Brazil Classics 2010.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

CARRUAGEM REAL

Aos olhos dos pouco familiarizados com os Mercedes-Benz dos anos 60-70, o 300 SEL 1971 da foto pode parecer apenas mais uma das banheiras trazidas aos montes pelos ricaços através de contatos nas embaixadas e consulados na época da proibição das importações, mas o distintivo "6.3" à direita da estrela não deixa dúvidas de que este representante da primeira geração da classe S da marca é algo muito especial. Dotado do mesmo V8 de 6.3 litros com injeção direta e 250 cv de potência líquida que equipava originalmente a limousine 600 Pullman, o sedã da foto mataria muito esportivo atual de vergonha (sem falar nos dois vermelhinhos ao fundo da foto...), com aceleração de 0-100 km/h em pouco mais de 6 segundos, frenagem (disco nas 4 rodas) e estabilidade exemplares, apesar do porte e do câmbio automático. Foi criado baseado nos modelos mais comuns da série S visando a clientela que preferia um appeal mais discreto do que o do modelo 600 sem abrir mão de conforto e desempenho exclusivos, fazendo com que o apelido do título do post, dado na época, seja mais do que justificável. Coisa para conhecedores!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

FORMA COM FUNÇÃO


Para contrastar com os adornos do LTD Landau do post abaixo, eis um exemplo de dobradiças funcionais que também remetem às carruagens do século XIX. O modelo da foto é um raro Mercedes-Benz 300S quatro portas conversível que chegou recentemente a BH para completar a série de 300S de um colecionador do Veteran de MG, que também é o guardião de uma série completa de Mercedes SL.

terça-feira, 20 de julho de 2010

HÁ VAGAS # 12 - PARA QUÊ OUTRAS VAGAS?


Se, por um capricho qualquer do destino, me fosse permitido ter o carro que quisesse em minha garagem de antigos, mas apenas uma unidade, possivelmente o eleito seria a imortal Mercedes 300 SL, o superlativo de tudo o que fascina no mundo do carro antigo, principalmente a enorme capacidade de dar prazer a quem aprende a dominá-la - infelizmente, ainda estou no grupo dos que têm prazer apenas em admirá-la, como ocorreu com esta unidade recém-importada que debutou no Brazil Classics 2010. Como sou um nostálgico incorrigível, impossível deixar passar em branco que foi este modelo o escolhido para inaugurar o blog há pouco mais de dois anos...

segunda-feira, 7 de junho de 2010

ARAXÁ/2010 - ILHA DAS MERCEDES


Os principais clássicos da Araxá foram organizados em pequenos grupos de três ou quatro veículos relacionados entre si. O grande destaque foi este conjunto de Mercedes dos anos 30 que, por si só, já valeria os 380 km de estrada ruim até Araxá. Fazendo companhia à 540K Spezial 1936 estão a 380K Cabriolet 1933 (que já apareceu por aqui com outro padrão de pintura) e a 320 Roadster Mannheim 1938, que merece um post só para ela.

domingo, 6 de junho de 2010

ARAXÁ/2010 - BEST OF SHOW


Nos próximos dias o Antigomóveis se dedicará a comentar o que de melhor pôde ser visto no último Brazil Classics Fiat Show. A cobertura completa deverá estar disponível em breve em sites especializados como o Autoclassic, cabendo a este blog apenas algumas pinceladas, principalmente sobre o que de inédito apareceu por lá. Comecemos pelo maior destaque do encontro, que levou o Troféu Roberto Lee deste ano. A presença da Mercedes 540K Spezial no evento já tinha sido antecipada em um post recente, que conta a saga dos modelos esportivos da Mercedes nos anos 30. Sobre a unidade da foto, não há palavras para descrever tamanha beleza, principalmente quando em movimento, como no desfile da premiação. Nunca um carro provocou tamanha unanimidade sobre sua supremacia em um evento de automóveis antigos no Brasil. Novas atualizações deverão ir ao ar amanhã!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

MAIS UM MERCEDES CLÁSSICO


Como bem lembrou o AGB em comentário no post abaixo, a linhagem dos Mercedes-Benz esportivos dos anos 30 teve início em 1932, ano do projeto que se materializaria na linha 380, representada aqui pelo 380K Cabriolet 1933, vencedor do Troféu Roberto Lee de 1999 e fotografado no Brazil Classics 2006. Com motor oito em linha de 3.8 litros e 140 cv na versão sobrealimentada (havia também o 380 sem o "K", com apenas 90 cv), ele evidencia a forte identidade da marca na grade dianteira, mas seu estilo é bem mais comedido do que o do exclusivo Spezial do post abaixo, ficando as maiores diferenças na posição da capota quando abaixada, a traseira mais curta e o parabrisa mais convencional no Cabriolet, além da ausência dos tubos de escapamento saindo do capô vistos no Spezial. Embora a mecânica tenha evoluído continuamente, com o 380 sendo oferecido em 1933 e 1934, o 500 em 1935 e 1936 e o 540 de 1936 em diante, o estilo dos modelos se diferencia apenas em detalhes; houve também opções de modelos fechados de duas e quatro portas e não foi ofereciado o Spezial na versão 380. Para as então recém-inaguradas Autobahnen, não havia nada melhor...

quinta-feira, 6 de maio de 2010

UM VISLUMBRE DA PERFEIÇÃO

Como se não bastassem os 180 cv líquidos do oito em linha de 5.4 litros sobrealimentado por compressor mecânico, que faziam dele o carro mais rápido das então recentemente inauguradas Autobahnen alemãs e refletiam o espírito das Silber Pfeile de Rudolf Caracciola, o Mercedes-Benz 540K Spezial foi um dos roadsters mais bonitos do seu tempo, herdeiro da tendência streamline que floresceu na França dos anos 30, mas sem as extravagâncias de estilo dos seus contemporâneos gauleses. O enorme capô, as portas em estilo suicida, o parabrisas diminuto e os paralamas que remetem a ondas do mar se projetando para frente, além da traseira alongada, diferenciam o Spezial dos 540K regulares, inclusive do Cabriolet, que não era tão exclusivo - foram feitos menos de 30 exemplares entre 1936 e 1939, como a unidade acima, premiada em Pebble Beach/2000. Para os que ainda estão indecisos sobre ir ou não ao próximo Brazil Classics, é bom lembrar que é este o modelo escolhido para ilustrar o convite...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

FAMÍLIA REUNIDA


Em posição de destaque no Brazil Classics 2006, três dos mais desejáveis Mercedes dos anos 50: da direita para a esquerda, temos o 300 S "Adenauer", sedã presidencial que acabou conhecido pelo nome do Chanceler alemão do pós-guerra; o 300 S Coupé, que já conta com injeção mecânica de combustível e do qual foram produzidas apenas 98 unidades; e o desejável 300 S Cabriolet que já foi tema de post deste blog em priscas eras e que, com apenas 203 unidades produzidas, chega a alcançar hoje cotações mais altas do que a dos legendários 300 SL, que herdaram a mecânica básica da série. Alguém se candidata?

quarta-feira, 8 de julho de 2009

DUPLA TRADIÇÃO


Gostaria de lançar aqui um desafio ao leitor: que tal tentar apontar uma marca que, desde as suas origens, é vista como uma das melhores referências tanto no segmento de luxo, quanto no dos esportivos? A resposta mais provável será a Mercedes-Benz, cujos modelos podem, sem o menor constrangimento, ser colocados entre os maiores de cada período da história do automóvel - experimente procurar uma Ferrari ou Porsche de luxo, ou um autêntico Rolls-Royce ou Cadillac esportivo, por exemplo. Essa facilidade em transitar nas pistas de corrida e em locais sofisticados se confunde com as próprias origens da Mercedes (que só se juntaria à Benz em 1926), quando, em 1901, o comerciante Emil Jellinek, representante da Daimler na França, convenceu a empresa a criar um modelo revolucionário, o primeiro dotado de radiador em colméia e um dos pioneiros em separar o compartimento do motor daquele dos passageiros, perdendo o aspecto de "carruagem sem cavalos" dos seus ancestrais; para marcar o lançamento, Daimler foi convencido a batizar o novo carro com o nome da filha de Jellinek: Mercedes. Capaz de atingir a espantosa velocidade de 70 km/h, ele logo fez sucesso entre os mais endinheirados como modelo de prestígio, mas, com poucas modificações na carroceria e a retirada do banco traseiro, se transformava em um bólido de competição, como pode ser visto nesse Simplex 1906 preservado no Museu da Mercedes-Benz em Stuttgart que, de certa forma, pode ser visto como o avô de superesportivos como o 300 SL e de limousines de reis, presidentes e papas, como o 600 Pullman. Coisas de estrela (de três pontas...).

terça-feira, 12 de maio de 2009

HÁ VAGAS # 3 - O DEVORADOR DE AUTOBAHNEN

Poucas marcas na história do automóvel foram tão hábeis em se tornar referência tanto em luxo quanto em esportividade como a Mercedes e, de todos os seus modelos, talvez o que concentre de maneira mais contundente esses dois traços aparentemente antagônicos seja o cupê SEC, cuja história já foi contada aqui. Vamos a algumas reflexões sobre o 500 SEC automático da foto, a versão mais fácil de ser encontrada:
- Marca quase a mesma presença de um Mercedes atual em um ambiente "leigo".
- Seu V8 tem a mesma cilindrada de um Maverick GT com praticamente o dobro da potência líquida, que se equivale à de mitos da era muscle, como Dodge Challenger ou Pontiac GTO.
- Bancos elétricos, ar-condicionado automático, mimos para os ocupantes e dispositivos de segurança só vistos em modelos atuais de categoria superior já estão presentes.
- Apesar do porte avantajado, o desempenho e a estabilidade são dignos de modelos de pista.
- A posição de dirigir mais baixa, a ausência das colunas B e o enorme capô não deixam o motorista se esquecer de que está em um puro-sangue.
- Modelos em ótimo estado são encontradiços a preços mais convidativos do que o de ícones norte-americanos ou mesmo de alguns nacionais.
- O custo proibitivo de manutenção, tendão-de-Aquiles de todo Mercedes, tem importância relativa em se tratando de um veículo de coleção cuja quilometragem anual não costuma passar da casa das centenas.
Enfim, um grande representante dos anos 80 que teria lugar garantido em minha garagem; o modelo que ilustra o post, clicado pelo Chico Rulez, pertence ao mercedeiro Thiago Rocha, que está convidado a comentar aqui se tenho ou não razão.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

EVOLUÇÃO DAS ESPÉCIES - VERSÃO AUTOBAHN

Para os que se impressionaram com a foto da série de Corvettes aí embaixo, essa aí foi tirada quatro anos antes, também no pátio do Grande Hotel de Araxá. Vale destacar a diferença de altura para o solo da 190 SL em relação às irmãs, uma vez que, como comentado em um dos primeiros posts deste blog, ela deriva de outro projeto.