Mostrando postagens com marcador Romi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Romi. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

FALANDO EM ISETTA...

Aí vão alguns deta-lhes que diferenciam os modelos produzidos pela Romi, que eram idênticos aos da Iso, e os da BMW - é isso aí, para quem não sabe, a famosa marca de modelos de luxo da Baviera não só produziu o Isetta como foi o pequeno carrinho que salvou a empresa da falência nos anos 50. As diferenças mais evidentes são os pára-choques, o formato e a posição dos faróis, presença dos piscas na dianteira e na traseira do alemão (havia só um par de piscas no meio da carroceria do modelo brasileiro), entradas de ar na porta do BMW, que tinha desenho das janelas mais limpo, pára-lamas mais curtos no Romi e discreta diferença no padrão de pintura. Fora isso, os primeiros Isetta nacionais traziam motor Iso bicilíndrico de 0.2 litro, enquanto a BMW sempre adotou motorização própria, um monocilíndrico mais moderno de 0.3 litro que, posteriormente, foi adotado pela Romi. A foto é do Brazil Classics 2006.

NÃO É LUXO NÃO!

Embora tar-diamente, esse post busca reco-nhecer uma injustiça com as indústrias Romi, em atividade até hoje em Santa Bárbara d'Oeste/SP, talvez o maior exemplo do "ganhou, mas não levou" da era industrial. A história é bem conhecida: embora tenha sido a primeira fábrica de carros de passeio nacionalizados, tendo iniciado a produção do Isetta em agosto de 1956, a Romi não foi reconhecida pelo governo como produtora de automóveis, uma vez que, para se caracterizar como tal, o veículo deveria ter, no mínimo, duas portas. Sem os incentivos fiscais, seu preço final acabou ficando muito próximo do valor de modelos maiores e o público perdeu o interesse no carrinho, inicialmente equipado com mecânica Iso e, depois, com um BMW monocilíndrico, caso do modelo acima, flagrado em 2008 no encontro de Santo André/SP. O que pouca gente sabe sobre o Isetta, é que ele foi um dos poucos carros da história a vir equipado com teto solar de série; antes que alguém pense que seria um contra-senso dotar um carro tão despretensioso com um artigo de luxo, é bom lembrar que o equipamento funcionava como saída de emergência em caso de batida frontal que impedisse a abertura da porta.