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segunda-feira, 24 de junho de 2013

ESTRELA DE TRÊS PONTAS NO ALTO DO PÓDIO


O término da terceira edição das Mil Milhas Históricas Brasileiras, cujo sucesso já está definitivamente consolidado, marcou o fim do domínio dos esportivos ingleses com a vitória dessa magnífica Mercedes 350 SLC 1973, modelo cuja história já foi contada aqui. Entretanto, se a hegemonia inglesa caiu por terra neste ano, a dupla Rogério Franz e Mário Nardi vai se consolidando como favorita nesse tipo de prova, já que, com a conquista desta edição, se sagraram bicampeões, pois já haviam faturado também a primeira prova a bordo de um Triumph TR4. Parabéns aos vencedores!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

NOBREZA NO ALTO DO PÓDIO




O sucesso da segunda edição das Mil Milhas Históricas Brasileiras, viabilizada pelo meu incansável xará, Dr. Luis Cezar, e que contou com Nelson Piquet e Roberto Moreno entre os participantes, dá motivos de sobra para o antigomobilismo brasileiro comemorar. Se já tínhamos consolidado um evento estático de nível internacional - o de Araxá -, temos agora também, chancelada pela FIVA, uma prova nos moldes da Mille Miglia italiana, que, como na primeira edição, contou com carros de altíssimo nível convivendo com modelos mais prosaicos, como o onipresente Fusca. E, como ocorreu no ano passado, a vitória coube a um súdito da Rainha, este belo Jaguar Mk2, um veterano das provas de rali do MG Club - a cobertura completa da prova está aqui.
Até 1955, quando foi lançado o Mk1, a Jaguar se notabilizara muito mais, no pós-guerra, pelos seus arrojados esportivos XK 120 do que pelos seus sedãs de estilo e concepção ortodoxa, parecendo versões em 7/8 dos Rolls-Royce. Com a veia esportiva consolidada, Sir William Lyons determinou a concepção de um sedã moderno, com estrutura monobloco e refinamento de projeto capaz de fazer jus ao desempenho dos motores da série XK, de duplo comando no cabeçote, inspirados (ou mais do que isso) no motores Alfa Romeo de Vittorio Jano e que seriam aproveitados, praticamente sem modificações, nos E-Type da década seguinte. O sucesso do Mk1 encorajou a Jaguar a lançar sua versão aperfeiçoada, Mk2, que foi muito apreciada tanto como sedã de luxo quanto como legítimo esportivo, tendo alcançado sucesso nas provas de turismo e vendido muito bem em uma Europa novamente sedenta por velocidade na medida que as feridas da II Guerra iam ficando para trás. Seu sucessor foi o XJ, que herdou a veia esportiva e é visto por muitos como o último representante dos anos de ouro da Jaguar.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

TRATORZINHO CAMPEÃO


Não posso deixar de registrar aqui no Antigomóveis o término das primeiras 1000 Milhas Históricas Brasileiras, prova de regularidade nos moldes da Mille Miglia italiana organizada de maneira brilhante pelo Dr. Luis Cezar, que contou com a participação de carros de alto gabarito - até o famoso Derby New Phantom 1927 entrou na brincadeira - e estrutura excelente. Em meio a bólidos de mais de 200 ou até 300 cv, mais uma vez um singelo esportivo inglês roubou a festa, tendo o título de campeão geral ido para o Triumph TR4 1962 da foto acima, conduzido pela dupla Rogério Franz e Mário Nardi. Nada mau para um bulldog desenvolvido a partir dos seus antepassados da linha TR e que, como eles, contava com um quatro-cilindros originário dos tratores da marca Ferrugson, mas já trazia um projeto mais refinado de chassis vestido pela bela carroceria assinada por Giovanni Michelotti. Os 2.2 litros (2.0 em algumas versões) rendiam em torno de 100 cv, mas as preparações eram comuns, podendo até dobrar a cavalaria do pequeno Triumph que, em 1965, ganhou a valorizada suspensão traseira independente (identificado como IRS, de independent rear suspension), vista em um irmãozinho do modelo acima que também participou da prova. Parabéns aos campeões!