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terça-feira, 19 de março de 2013

10 RIVALIDADES APAIXONANTES

Sempre que falta assunto aqui no blog, uma ótima saída é recorrer às listinhas que povoam o imaginário de qualquer entusiasta, fórmula que pode ser comprovada olhando as últimas estatísticas que mostram o sucesso estrondoso desse post. Pois bem, inspirado pela dupla Mercedes 190E 2.3-16 e BMW M3, vamos a dez pares de carros-esporte adversários que eu sonharia em admirar em minha sala de estar ao sabor de um Jack Daniel's Old Barrel - e levar para passear em uma estrada deserta num domingo ensolarado, claro!

1 - GT Malzoni x Willys Interlagos


E quem não gostaria de reeditar o principal duelo das pistas brasileiras dos anos 60?

2 - Corvette Sting Ray x Jaguar E-Type


Potentes e sensuais como qualquer macchina italiana, por uma fração do preço delas e com desenho inconfundível, como convém a qualquer clássico esportivo.

3 - VW SP2 x Puma GTE


Os pequenos esportivos com motor de Fusca refrigerado a ar bem que tentavam levar o espírito das pistas brasileiras dos anos 60 para as estradas dos anos 70, mas a coisa ficava mais na aparência do que nos números de desempenho.

4 - Charger R/T x Maverick GT


Esse sim, talvez tenha sido o grande duelo no imaginário do motorista brasileiro no início dos anos 70. Pouco importava se eles derivassem de pacatos modelos de passeio; o principal era o ronco do V8 e a cantada de pneus nas arrancadas...

5 - Camaro x Mustang


Na mesma linha do duelo Charger x Maverick, porém iniciada ainda nos anos 60 e com muito mais opções de tempero, os eternos pony-cars americanos nada mais eram do que versões mais transadas de modelos compactos, mas até hoje sabem arrancar suspiros como poucos. E não é demais lembrar que a rivalidade perdura até hoje!

6 - MGB x Triumph TR4


Qual foi o último herdeiro do legado britânico de esportivos em seu sentido mais puro? O gigante British Leyland tinha franca preferência pela linha TR, mas os 500.000 MGB vendidos em 18 anos  sem praticamente nenhum investimento da matriz em seu desenvolvimento mostram que a questão era complicada...


7 - Ferrari 365 GTB/4 x Lamborghini Miura


O estado-de-arte dos esportivos italianos e uma das rivalidades mais famosas da história do automóvel. Logo depois do surgimento deles, veio a crise do petróleo e legislações mais rígidas quanto a emissões e segurança, que fizeram com que nunca mais houvesse carros assim.

8 - Ferrari F-40 x Porsche 959


Dois esportivos superlativos que recriaram o conceito do supercarro, inclusive batendo os 300 km/h. Devem deter, até hoje, algum tipo de recorde de comparativos entre si nas publicações especializadas.

9 - BMW M3 E30 x Mercedes 190E 2.3-16


Dos anos de ouro da DTM para a sua garagem por um precinho que dá pra encarar... 

10 - Subaru Impreza WRX STi x Mitsubishi Lancer EVO


A versão japonesa da briga alemã aí de cima, tendo as pistas de rali como pano de fundo, ao invés das pistas da DTM. Só mesmo os marketeiros para explicar por que um país que produz clássicos desse nível precisa ficar criando marcas de prestígio insossas como Lexus, Infiniti e Acura para vender nos EUA.

E aí, faltou algum?

sexta-feira, 16 de março de 2012

INTERVALO - 4



Talvez o filme mais famoso entre os entusiastas automotivos, esse comercial de lançamento do Porsche 996 Turbo, de 2000, resume bem o quão chato seria o mundo se não fossem os sonhos e as paixões. Um clássico à altura da linhagem 911!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

OS 3 MELHORES # 20 - MEGAHITS




E, para fechar a série Top 3, três unanimidades, três carros que, de tão bons, resistem até mesmo às análises mais ácidas do Zullino e do M. Se você não tiver um orçamento ilimitado, já está no mundo do carro antigo há algum tempo e quer tocar um projeto que te dá o tão sonhado passaporte para ser saudado como um connaisseur em qualquer rodinha ou encontro de colecionadores, um Mustang 64-68, um Porsche 911 dos anos 70 ou um MGB, cada qual com sua personalidade bem distinta, são os meus três eleitos para a tarefa. Relativamente acessíveis, com farta literatura e repuestos facílimos de encontrar, eles são ótimos candidatos a companheiros de muitos anos. E o melhor: não são caríssimos como as Ferrari e outras berlinetas italianas, sua manutenção é muito menos complexa do que a de um Alfa ou Jaguar, seu desempenho é instigante como deve ser e, mesmo na quarta ou quinta década de vida, são mais joviais do que muitos sisudos alemães e menos datados do que a maioria dos franceses. E você? Prefere a música de um V8, o carisma de um puro-sangue com seu boxer refrigerado a ar ou a magia de um esportivo britânico? Faça sua escolha, entre em contato com o M para importar o seu, programe uma belíssima restauração e divirta-se com seu brinquedo! Se alguém falar mal é pura inveja...

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

FUSCONES

Novo blog na parada - e dos bons! O Flat 6 power do Migdonio, especialista em Porsche, promete ser o novo ponto de encontro dos amantes do velho boxer. Já está entre os favoritos do Antigomóveis.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

OS 3 MELHORES # 8 - SUPERCARROS





Em meados dos anos 80, com o reaquecimento da economia mundial após uma década de recessão por causa de duas crises do petróleo (só o Brasil achava que era rico nos anos 70 e gastou os tubos em obras faraônicas e com uma urbanização desenfreada financiada, praticamente a fundo perdido, pelo BNH, cuja conta chegou na década seguinte), surgiu o boom dos automóveis de coleção. E, a reboque, vieram os carros concebidos para integrar esse clã ainda na primeira infância, dos quais a maior expressão foi, sem dúvida, a Ferrari F-40, de 1987. A moda pegou e, desde então, toda marca de prestígio quer ter seu esportivo que já nasce imortal, além de trazer a reboque um sem-número de pequenos fabricantes de veículos de altíssimo desempenho, como Pagani e Koenigsegg. Mas, na opinião deste autor, apenas o McLaren F-1, de 1992, e o Porsche Carrera GT, de 2004, mereceram os mesmos holofotes que a F-40 teve em sua época; se seus números de desempenho eram próximos aos de alguns dos rivais contemporâneos, a concepção, a dirigibilidade e o conjunto da obra desse trio fazem com que o resto seja apenas "mais do mesmo". Eis aí, portanto, um supercarro para cada década, após o renascimento desse nicho, coincidentemente, um de cada país com maior tradição nas pistas. Alguém tem apostas para os anos 2010?

sábado, 17 de setembro de 2011

OS 3 MELHORES # 5 - CASTAS NOBRES






Certa vez, Ferdinand Porsche afirmou que, se algum dia o mundo parar de fabricar automóveis, o último deles certamente será um esportivo. Complementando a sabedoria do pai do VW, do Auto Union Tipo C e de alguns outros exemplares que deverão aparecer nesta série, seria bom acreditar que será um esportivo de uma linhagem tradicional. Consigo me lembrar de algumas famílias distintas, como Mercedes SL, Mazda RX, BMW M3 e os Lamborghini de motor central, mas, na visão deste blogueiro, nenhuma dessas permaneceu tão fiel às tradições como o Porsche 911, com seu boxer de seis cilindros pendurado na traseira e o sorrisão escancarado mesmo nas versões atuais, meio metidas a besta; o Chevy Corvette e a magia do seu V8 (desde 1955) com os dois pares de lanternas traseiras (desde 1961), que tiveram ecos até nos Opala 75-79; e o Nissan Z, inicialmente chamado de Datsun no mercado americano, que, com seu seis-cilindros dianteiro (em linha nas duas primeiras gerações e V6 a partir da terceira) sempre recebendo as últimas atualizações tecnológicas para otimização de potência, consegue aliar desempenho digno de Ferrari a preço inferior ao do Corvette, descomplicação característica de Porsche e economia de Toyota Corolla. Nas fotos estão o 911S da primeira geração (1963-72), o Corvette Sting Ray (2a. geração, 1963-68) e o 240Z da primeira geração (1969-79).

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

OS 3 MELHORES # 1 - CARROS DE CORRIDA




Resolvi me render à falta de inspiração para escrever nas últimas semanas e apelar para as listinhas das três maiores expressões de algum aspecto da cultura automotiva. Listas são sempre polêmicas, principalmente se tão restritas, mas aí vão os meus favoritos, sem ordem de preferência. Na primeira categoria, os mais sensacionais carros de competição de todos os tempos: a Bugatti Tipo 35 dos anos 20 que, com seu motor de 8 cilindros em linha e válvulas no cabeçote, foi o maior vencedor de corridas da história; o Auto Union Tipo C, com seu V16 de seis litros e quase 600 cv em posição central-traseira, que batia nos 340 km/h e antecipou os carros de corrida modernos; e o Porsche 917, considerado "diabólico" por quem se aventurava a pilotá-lo, com seus doze cilindros contrapostos refrigerados a ar, mais de 1000 cv na versão turbo e peso aliviado até o limite da rigidez estrutural. Dá até pena excluir nomes como Alfa Romeo 8C, Bentley Supercharged ou Ford GT 40, mas eu uma coleção imaginária, meus três favoritos de corrida são mesmo os das fotos acima. Divirtam-se!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

DISPUTA DE CAVALHEIROS


Só mesmo em um evento como a Mille Miglia 2011 para que este Porsche 356A possa posar na frente do Museo Ferrari sem ser hostilizado pela turma de Maranello...
Foto enviada pelo Mr. M.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

MEU NÚMERO


Qualquer um desses me serviria direitinho...

Foto enviada por Mr. M, que resolveu atualizar o Sucatas com a restauração de um dos seus 911. Bom fim-de-semana a todos!

quarta-feira, 2 de março de 2011

SEM HERDEIROS

Produzido no curto intervalo entre 1992 e 1995, o Porsche 968 foi a evolução natural dos 924 e 944, tendo representado a última investida da Porsche em conceitos que acabaram abandonados pela marca em favor da tradição imposta pelo legendário 911. De fato, ele foi o último cupê esportivo da Porsche com motor dianteiro e o último modelo da marca a trazer motor de quatro cilindros, um belo L4 3.0 de 240 cv. Por outro lado, ele foi um dos pioneiros da indústria a oferecer o câmbio Tiptronic; também pode receber os créditos de ter oferecido muito da inspiração para as linhas da 4a. geração do 911 (chamada 993). De qualquer forma, o que se nota é uma crescente procura pelos 924/944 por parte dos entusiastas, graças ao preço ainda acessível e à vocação genuinamente esportiva típica de todo Porsche - e, certamente, o 968 deverá ser visto como a crème de la crème da linhagem que não deixou descendentes na marca.

domingo, 5 de dezembro de 2010

PORSCHE V8


Muito antes dos polêmicos Cayenne e Panamera dividirem as opiniões dos amantes da Porsche por causa dos seus V8 dianteiros, a marca de Stuttgart já havia estarrecido o mundo - e feito os puristas da marca torcerem o nariz - com o belo 928, lançado em 1977. Impecável em todos os sentidos, com desempenho e acabamento irretocáveis, ele nasceu em uma época difícil para os grandes esportivos, punidos na segunda metade dos anos 70 pela escalada do preço do petróleo e pelas leis antipoluição nos EUA e Europa, e marcou como o melhor Grand Tourer do seu tempo, tendo sido mantido em produção até 1995. Seu V8 dianteiro longitudinal começou a carreira com 4.4 litros e 240 cv e terminou com 5.4 litros e 350 cv, deixando o 928 sempre um patamar acima dos 911 "comuns". Além disso, foi a partir desse V8 que a Porsche criou o quatro-em-linha do 944, considerado o melhor da história nessa configuração; a transmissão transeixo e a suspensão traseira com ajuste de convergência para evitar saídas de traseira (eixo Weissach) completavam os predicados do excelente projeto. O preço, naturalmente, era superior ao do 911. Curiosamente, tanta sofisticação ainda não se reflete no preço do 928 no mercado de antigos nos EUA, sendo que alguns modelos são encontradiços por boas pechinchas. Quem sabe em breve...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

OS PRIMEIROS E OS ÚLTIMOS


Parafraseando o título da obra-prima de Adolf Galland, as fotos acima dizem muito sobre as visões alemã, britânica e brasileira de evolução...
Bom fim-de-semana a todos!

domingo, 19 de setembro de 2010

TÃO BOM NAS RUAS QUANTO NAS PISTAS

Desenvolvido para as pistas de competição na época de ouro das provas de carros-esporte, o Porsche Carrera GTS - também conhecido como 904, designação interna da marca - fez carreira brilhante nas provas de endurance nos anos 60 contra adversários, muitas vezes, bem mais potentes. Seu sucesso se devia ao equilíbrio possibilitado pelo motor central-traseiro, à leveza da carroceria em fibra de vidro e à confiabilidade dos motores de cilindros contrapostos refrigerados a ar de 4 ou 6 cilindros, sempre 2.0, tendo os 904 se notabilizado por finalizarem quase todas as provas que disputavam. Como a FIA exigia a venda de pelo menos cem exemplares "de rua" para a homologação nas pistas, a marca disponibilizou cerca de 120 unidades para o grande público, quase todas com o quatro-cilindros, e o bólido surpreendeu pela facilidade de uso e docilidade no dia-a-dia, a ponto de muitos pensarem que a Porsche perdeu uma grande chance de expandir seu mercado ao decidir não produzir o Carrera GTS em larga escala como uma opção ao 911.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

QUATRO CILINDROS

Um Porsche 356, um Lotus Elan, um MGB e um Puma GTE das primeiras safras, ao fundo. Todos leves, pequenos e ariscos, dotados de motores de quatro cilindros trabalhados a partir de unidades de grande produção. E, mesmo sem marcas exorbitantes de potência, velocidade ou aceleração, se tornaram ícones de esportividade e habitués dos mais badalados eventos e festivais de velocidade pelo mundo afora, provando que o pedigree de um automóvel está muito além dos números de fábrica ou de testes de revistas. Toda essa choveção no molhado apenas como pretexto para publicar a bela foto tirada pelo Gustavo em um rali do MG Clube, restrito a esportivos puro-sangue. E tem gente que só diz encontrar satisfação com a cavalaria na casa dos múltiplos de 100...

segunda-feira, 7 de junho de 2010

ARAXÁ/2010 - PORSCHE EM DOIS MOMENTOS


No final dos anos 70, parecia que o vermelhinho, com seus seis cilindros contrapostos refrigerados a ar, estava condenado e que o branquinho, com seu V8 dianteiro, apontava para o futuro da marca...

terça-feira, 18 de maio de 2010

O MAIS SELVAGEM DOS 911

Como é recorrente neste blog, costumamos flertar com a idéia de eleger a versão ideal de cada modelo do passado. Quando o assunto é Porsche 911, devo admitir que, se tivesse escolha, ficaria com um da safra entre 1968 e 1972, como já comentado aqui, mas confesso uma enorme curiosidade em guiar um dos primeiros 911 Turbo, cujo comportamento é descrito como tão brutal que era capaz de diferenciar os verdadeiros pilotos dos reles motoristas - o "coice" do turbo aliado a um comportamento exageradamente sobresterçante podia levar a reações difíceis de domar. Em uma década kitsch, ressaqueada pela crise do petróleo e marcada por modelos de desenho pesado e pela retração no lançamento de superesportivos, o selvagem 911 Turbo, lançado em 1975, foi o grande barato, tornando-se um ícone entre os entusiastas da marca até 1986, quando foi amansado, coincidentemente com o lançamento de outro eterno Porsche, o 959. Chamado de 930 (designação interna da Porsche) no mercado americano, ele seguiria até 1989. Os 911 Turbo que vieram nas gerações seguintes, embora excelentes, já eram feras em cativeiro, segundo os puristas.

domingo, 4 de abril de 2010

1972


Provavelmente este é o ano de mais fácil identificação dos Porsche 911, graças à abertura do bocal do tanque de óleo logo atrás da porta direita, como no 911T da foto acima. Somente os modelos 1972 da série têm o tanque de óleo nessa posição, enquanto o dos outros - mais antigos e mais novos - fica logo atrás da roda traseira direita com a tampa dentro do compartimento do motor. Devo este post ao Mr. M, que deve estar de malas prontas para os EUA para garimpar mais uns 911 para sua coleção!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

TUDO CERTO, MAS...

Após o insucesso do 924 diante da crítica especializada e dos aficcionados da marca, principalmente por causa do quatro em linha 2.0 cuja origem era a mesma do motor do Passat (o nosso AP), a Porsche resolveu dar mais refinamento ao excelente projeto, cujas boas vendas só aumentavam a revolta dos puristas, que continuaram de cara amarrada mesmo após uma melhora expressiva da sua performance com a adoção do turbocompressor. Assim, em 1982, surgiu o 944, que vinha com discretas revisões no desenho da carroceria (sobretudo nas caixas de rodas), amplas mudanças no uso dos componentes da suspensão e acabamento e - o argumento principal para a mudança de nomenclatura - um motor totalmente novo, também quatro em linha, mas derivado do V8 usado no exclusivíssimo 928, que finalmente dava ao esportivo o pedigree da Porsche pelo qual clamavam os fãs: com 2.5 litros e 163 cv líquidos (252 na versão turbo), ele é considerado o melhor quatro em linha já criado. Mas o destino acabou sendo injusto com o 944, que nunca conseguiu se livrar do estigma de um 924 melhorado e acabou descontinuado no início dos anos 90, ainda em plena forma, em um momento delicado na história da Porsche, que optou por concentrar seus esforços no desenvolvimento da quarta geração do eterno 911.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

PORSCHE 911 A PREÇO DE V8 NACIONAL



Os dois Targas deste post, fotografados no Brazil Classics 2006, ilustram bem o que foi a evolução da primeira para a segunda geração do Porsche 911, que, embora tenha perdido muito da pureza das linhas dos pioneiros, conservou intactos o carisma e a identidade da marca. E, justamente por terem perdido a delicadeza dos anos 60 e por não ofereceram os aperfeiçoamentos técnicos da excelente terceira geração, os 911 da segunda leva são considerados os menos desejáveis da linhagem e se tornaram uma verdadeira pechincha no mercado americano, sendo possível encontrar bons modelos por cerca de US$ 15,000, que acabam chegando em terras brasileiras por preços menores do que o de Chargers R/T e Mavericks GT que, embora carismáticos, não oferecem nem uma fração do prazer em dirigir que o clássico de Stuttgart disponibiliza aos seus proprietários. Para quem não se importa em desfilar com o 911 "errado" (como se isso fosse possível), talvez esteja aí uma das melhores relações custo-benefício do mercado de antigos. Alguém se habilita?

terça-feira, 7 de julho de 2009

HÁ VAGAS # 5 - ESTADO DE ARTE

Assim como ocorre com o Volkswagen no universo dos carros populares, o esportivo Porsche 911 traz consigo um paradoxo: sua concepção tem tantas idiossincrasias e imperfeições que elas acabam por torná-lo único e absolutamente perfeito para quem aprende a apreciá-lo, vestindo o motorista como nenhum outro esportivo é capaz. Com seu estilo limpo e atemporal, que não faz concessões a modismos e tendências de época, com sua mecânica confiável e descomplicada, sua personalidade forte e DNA de modelos de competição associados a um carisma que dispensa apresentações, ele surgiu na década de 60, no auge das berlinettas italianas de motor dianteiro, passou pela virada dos anos 70, quando o must eram os motores centrais-traseiros, viu diversas fábricas de esportivos fecharem as portas com a crise do petróleo e até "primos" mais modernos, nascidos na própria Porsche, serem descontinuados em uma época difícil para os grandes esportivos. Atravessou todos esse períodos incólume, sempre com o seu sorrisão escancarado, divertindo pilotos profissionais e diletantes pelas estradas e pistas do mundo afora, até que foi se transfigurando e se tornou, a partir de 1998, mais um superesportivo voltado mais para quem quer aparecer do que para quem aprecia a arte que envolve a construção e a condução de um grande automóvel - o Cayman, mais simples, passou a ser o real herdeiro do espírito dos velhos 911, apesar do motor central. Cada um deve ter sua série favorita, como o Carrera RS ou o 959, mas eu elegeria os últimos da primeira geração (1968-73), já com a carroceria mais longa e equilibrada, rodas Fuchs e o inconfundível ruído de um Fusca anabolizado berrando na traseira da fera, que exige bíceps e atitude essencialmente masculinos para dominá-la. Talvez aí esteja a sua magia, algo tão marcante que, dificilmente, eu acharia tempo para passear com os outros membros da coleção virtual...