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segunda-feira, 6 de maio de 2013

II RAID DA MANTIQUEIRA - PRÉVIAS (6)


E aí, alguém questiona que um estupendo Lamborghini Gallardo Spyder como o da foto acima, com todo o charme da dinastia de Sant'Agata Bolognese, design assinado por Giugiaro e, claro, seu V10 de 520 cv, se enquadra entre os Futuros Clássicos inscritos para o Raid?

sexta-feira, 20 de julho de 2012

OS COREANOS APRENDERAM RÁPIDO

Gostaria hoje de convidar o leitor a desconsiderar a propaganda picaretosa que macula os carros da Hyundai no Brasil e se concentrar apenas na evolução dos produtos coreanos. Conhecidas dos brasileiros desde a abertura das importações no início dos anos 90 (quem não se lembra da Kia Besta?), as marcas coreanas não primavam pelo design naquela época, ficando os discretos Kia Sephia e Clarus, e Hyundai Excel e Sonata, praticamente anônimos no mar de novidades que invadia as ruas brasileiras. O tempo passou, essas marcas tiveram seus altos e baixos e o departamento de estilo passou a se mexer em busca de uma identidade coreana própria, até que a geração atual de automóveis do Tigre Asiático atingiu a vanguarda do design, principalmente nos modelos Kia Soul e Optima, na opinião deste blog, que podem ser comparados ao melhores de sua classe em todo o mundo. Só que o caminho até o sucesso foi meio tortuoso, alternando modelos insossos, como o Magentis, com essa pérola da desarmonia que foi o Opirus, um pretensioso sedã de luxo que misturava elementos como a frente do Jaguar S-Type (ou do Mercedes Classe E) com a coluna C e a traseira do Lincoln Town Car e uma grade que tem algo do Chrysler 300, tudo isso com porte de Honda Accord. Curiosamente, nem os marqueteiros da Kia devem ter gostado do resultado, pois, pelo menos para o mercado brasileiro, a marca não vinha estampada em nenhum lugar da dianteira do carrão. Realmente, há menos de dez anos, os tempos eram outros para os coreanos...

terça-feira, 3 de julho de 2012

ADEUS, PININFARINA


A notícia da morte daquele que talvez tenha sido o mais famoso carrozziere do pós-guerra, aos 85 anos, deixa em luto os amantes dos belos automóveis e das boas coisas da vida. Indelevelmente ligado à Ferrari, Sergio Pininfarina participou também do desenvolvimento de modelos de outras marcas italianas como Fiat, Lancia e Alfa Romeo, além de estrangeiras como Peugeot e Cadillac. Segundo o Auto Entusiastas, o mestre considerava o Dino Berlinetta Speciale como sua obra-prima e, entre tantas esculturas mecânicas que ganharam sua assinatura, este blog preferiu ilustrar a notícia com o singelo Chery Cielo, desenvolvido pela Carrozzeria Pininfarina e que deve passar para a posteridade como o primeiro representante da revolução chinesa a contar com desenho atraente, que traz o equilíbrio e o bom gosto tão típicos das criações do mestre italiano.

sexta-feira, 30 de março de 2012

A QUESTÃO DA IDENTIDADE

A grade do conversível acima, fotografado pelo M nos Estates, não deixa dúvidas de que se trata de um Chrysler, mas um olhar mais atento percebe imediatemente a identificação com o Mercedes SLK, do qual do Crossfire derivou e foi produzido entre 2003 e 2007, nos anos da fusão DaimlerChrysler. De qualidade construtiva e de projeto inquestionáveis, o roadster americano se revelou um verdadeiro fracasso de vendas para os pardões ianques, com menos de 100 mil exemplares produzidos naquele período, mostrando como a aceitação de um carro transcende suas qualidades objetivas. O público da marca pareceu não gostar da idéia de comprar um Mercedes disfarçado, enquanto os admiradores do modo europeu de produzir esportivos jamais considerariam a possibilidade de um Chrysler para esse papel, mesmo diante de um comparativo da Classic & Sports Car da época contra o Audi TT, no qual o Crossfire saiu vencedor. A etiqueta colada no parabrisa não deixa dúvidas: 94% do carro é Made in Germany. Será que ele pode participar do Mopar Nationals?

terça-feira, 27 de setembro de 2011

OS 3 MELHORES # 11 - RALLY




Para quem gosta rali, um prato cheio para discussões; diferentemente do que ocorre com os carros de pista, inclusive em provas presumivelmente de turismo, como a Nascar, os modelos criados para correr na lama e na neve parecem aos aficcionados, muito mais próximos da realidade das suas garagens. Por isso mesmo, não coube aqui nenhum representante da filosofia do extinto Grupo B, cujos maiores vencedores tinham motor central e só lembravam os modelos que lhe deram origem na aparência externa. Ao contrário desses pequenos monstros, os eleitos de hoje têm tanto carisma que suas marcas se tornaram sinônimo permanente de de sucesso no WRC. Com vocês, o Lancia Stratos dos anos 70, Audi quattro dos 80's e Subaru Impreza da virada do século.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

OS 3 MELHORES # 8 - SUPERCARROS





Em meados dos anos 80, com o reaquecimento da economia mundial após uma década de recessão por causa de duas crises do petróleo (só o Brasil achava que era rico nos anos 70 e gastou os tubos em obras faraônicas e com uma urbanização desenfreada financiada, praticamente a fundo perdido, pelo BNH, cuja conta chegou na década seguinte), surgiu o boom dos automóveis de coleção. E, a reboque, vieram os carros concebidos para integrar esse clã ainda na primeira infância, dos quais a maior expressão foi, sem dúvida, a Ferrari F-40, de 1987. A moda pegou e, desde então, toda marca de prestígio quer ter seu esportivo que já nasce imortal, além de trazer a reboque um sem-número de pequenos fabricantes de veículos de altíssimo desempenho, como Pagani e Koenigsegg. Mas, na opinião deste autor, apenas o McLaren F-1, de 1992, e o Porsche Carrera GT, de 2004, mereceram os mesmos holofotes que a F-40 teve em sua época; se seus números de desempenho eram próximos aos de alguns dos rivais contemporâneos, a concepção, a dirigibilidade e o conjunto da obra desse trio fazem com que o resto seja apenas "mais do mesmo". Eis aí, portanto, um supercarro para cada década, após o renascimento desse nicho, coincidentemente, um de cada país com maior tradição nas pistas. Alguém tem apostas para os anos 2010?

sexta-feira, 10 de junho de 2011

O MELHOR DE TODOS OS SATURN


Criada em meados dos anos 80 como resposta da GM norte-americana à invasão japonesa, a Saturn começou a vida com modelos de estilo heterodoxo e alguma independência em relação às outras marcas do grupo, mas acabou não logrando muito êxito no combate aos Toyotas e Nissans que infestavam a América, tendo se transformado em mais uma marca do entry-level do gigante de Michigan - da última vez que estive por lá, vi um dos nossos "imponentes" Vectra GT com emblema Saturn, com um visual de uma pobreza de dar dó. Extinta no ano passado como parte do processo de reestruturação da GM, a Saturn e seus insossos modelos poderiam nunca mais despertar interesse dos entusiastas se não fosse pelo roadster acima, flagrado na garagem do meu vizinho há poucos dias. Trata-se do Sky, uma versão mais conservadora do belo Pontiac Solstice que, com mudanças mínimas no visual, foi vendida na Europa como Opel GT - o Opel, inclusive, saía da mesma linha de montagem do Saturn. Seu motor de quatro cilindros em linha com 177 cv (semelhante ao do Captiva) podia ir a 260 cv nas versões com injeção direta ou 290 cv nos turbocomprimidos e o comportamento do invocado conversível dá show até em modelos de grifes bem mais caras, mostrando que os americanos também sabem dar lições aos europeus sobre como fazer grandes carros.

terça-feira, 24 de maio de 2011

QUANDO EM ROMA, FAÇA COMO OS ROMANOS

Nos últimos cinco ou seis anos, tive a oportunidade de viajar muito. Graças às facilidades de crédito, a classe média tem hoje a possibilidade de conhecer lugares diferentes, pessoas diferentes, comida, bebida e hábitos diferentes e, apesar da globalização, carros diferentes! E, mais até do que ir a um museu de automóveis (que, indiscutivelmente, tem seu valor), curtir os carros comuns que estão na rua e, eventualmente, usufruir deles, seja como motorista ou passageiro, é um prato cheio para quem é mergulhado na cultura automotiva. Já falei aqui dos taxis Peugeot 504 e Ford Crown Victoria, do Lincoln Town Car de NY e da BMW de Munique. A última experiência ocorreu em janeiro desse ano a bordo do bichão aí em cima, alugado por 10 dias em Orlando por pouco mais do que se paga por um Palio com ar-condicionado por um fim de semana aqui na terrinha. Para os americanos, um carro comum, típico full-size com um design mais arrojado do que a média (ainda mais impressionante ao vivo do que nas fotos) dotado de um bom V6 capaz de empurrá-lo com desenvoltura - esse da foto, modelo SXT 2009 canadense, ainda não tinha o novo V6 Pentastar de 292 hp, mas sim o V6 3.5 de 250 cv - e tração traseira. Como se trata de uma das versões de entrada do Dodge Charger, o acabamento não tem nada de extraordinário, embora ainda parecesse 0km com cerca de dois anos de uso. O painel dispensa computador de bordo, GPS integrado e outras firulas, mas tem um desenho de apelo esportivo, com velocímetro e conta-giros de ótima leitura; o sistema de som é surpreendente para um carro sem maiores pretensões. A posição de dirigir é interessantíssima, como no novo Challenger; mesmo nas modorrentas retas da Highways da Flórida às 80 mph permitidas, não cansa o motorista, que pode contemplar o enorme capô que tem sob seu comando; câmbio automático é de rigueur, sem opção de trocas manuais. Impossível não abrir um sorrisão a cada manhã, quando o via esperando por mim no estacionamento do hotel. Tudo isso oferecido para venda por US$ 25 mil - que tal comparar com um Siena 1.0 pelado com frente antiga por 25 mil dinheiros brasileiros? Mas a curtição mesmo é desfilar de Charger na terra do Tio Sam, um carro para o povo americano se orgulhar do seu modo de vida e capaz de mostrar a um entusiasta brasileiro como um pouco de diversão custa barato para o cidadão lá de fora. E tem gente que prefere economizar uns trocados para andar de Hyundai Accent e assemelhados...

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

MAIS UM QUE SE VAI


Não, caros amigos, o blog (ainda) não morreu! Registro aqui a partida daquele marcou presença aqui em casa justamente por causa do seu jeito discreto de ser. Desempenho correto, consumo de faquir (até 15 km/l na estrada com ar ligado), acabamento que se manteve em ótima forma após 07 anos e 87 mil km e aborrecimento zero com manutenção. Nem precisei anunciar o Honda Fit LXL 1.4 2004/04; mandei um mail para os amigos e o comprador apareceu na mesma semana!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

MUITO LUXO, POUCAS MUDANÇAS


Em outubro de 2008, no auge da quebradeira de bancos e das previsões apocalípticas para a economia mundial, resolvi ir a NY, temendo que viagens desse tipo se tornassem inviáveis nos próximos anos - ledo engano. E, como o horizonte era desanimador, a "despedida" dos tempos de fartura deveria ser em grande estilo, portanto, dispensei o Yellow Cab de Newark até Manhattan e preferi o Lincoln Town Car da foto acima, tema do post de hoje (a análise dos rumos da economia desde então eu deixo por conta de cada um). Sem a menor dúvida, trata-se do carro mais requintado que já tive o prazer de andar. Impressionam o silêncio absoluto, a maciez, o espaço de sobra e o luxo ostensivo em cada detalhe, bem ao gosto dos americanos. O V8 281 de 4.6 litros garante respostas rápidas e a alavanca do câmbio automático fica na coluna de direção, no melhor estilo da escola de Detroit. Interessante refletir como, ao contrário da GM e da Chrysler - que sentiram bastante a retração econômica pós-2008 e tiveram que mexer em suas estruturas - o grupo Ford parece ter vindo de melhor administração e agüentou melhor o baque, tanto que o Town Car permanece no seu mercado cativo com alterações apenas cosméticas desde 1998, enquanto a eterna rival Cadillac teve que se reinventar para não desaparecer junto com as irmãs Pontiac, Saturn, Hummer e Oldsmobile.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A INSPIRAÇÃO


Dizem alguns amantes de carros-esporte que o Lobini do post aí embaixo teria se inspirado - ou mais do que isso - no Lotus Elise, um pocket-rocket produzido segundo a velha receita britânica dos esportivos mais divertidos do mundo: baixo peso, um pequeno e temperamental motor de 4 cilindros (um Rover de 156 cv para o mercado europeu ou um Toyota de 190 cv para os EUA, ambos 1.8 16V em posição central-traseira) e interação máxima com o motorista. A parte boa da história é que, se alguém se interessasse pelo pequeno inglês há 2-3 anos, não pagaria muito mais do que o que se pedia pelo Lobini - que, pelo jeito, já era como veículo de produção regular. A não ser, é claro, que o candidato optasse pela série especial Type-25 da foto acima, que homenagiava as 25 vitórias de Jim Clark na F-1 (bons tempos da Lotus!) e conta com 218 cv, responsáveis por empurrar apenas 900 kg. Apenas 25 exemplares do Type-25 foram produzidos. Foto extraída do Carangos & Afins que, qualquer dia desses, começa a cobrar Royalties deste pobre blogueiro...

domingo, 13 de junho de 2010

SOBREPOSIÇÃO DE ÉPOCAS


Um Lobini H1 desfilando diante de uma fantástica seqüência de Alfas clássicas em Araxá. Dois Lobini apareceram por lá no último Brazil Classics, dando uma mostra do prestígio da marca, que produziu 21 unidades entre 2006 e 2008, mas pouco se tem ouvido falar nesses bólidos que se valem do 1.8 Turbo da VW/Audi e causaram enorme estardalhaço quando lançados. Até onde eu sei, a fábrica ainda existe, mas o propulsor não é mais feito por aqui. Alguém tem notícias de como anda a Lobini?

sábado, 23 de janeiro de 2010

O REI DAS PRAIAS NORDESTINAS


Eles nunca foram símbolos de status, mas não há quem não se deixe seduzir pela sensação de liberdade ao andar de buggy (ou bugre, segundo alguns) nas férias de verão. Em Porto Seguro e Arraial d'Ajuda há um monte deles à disposição para locação, a maioria produzida pela BRM, como o da foto acima, que oferecem visual mais descolado e desempenho muito mais convincente em terrenos difíceis do que as SUVs e aventureiros de mentirinha que caíram no gosto da classe média brasileira. E, de quebra, despertam sorrisos nas crianças, um bom parâmetro do carisma de um carro. Interessante é pensar que um veículo tão alegre e despretensioso seja uma releitura simplificada do conceito do Kübelwagen, o jipinho militar derivado do Fusca que marcou época como uma das melhores armas usadas pela Wehrmacht e pelas SS nos sombrios campos de batalha da II Guerra, mostrando como uma boa idéia pode ser utilizada da maneiras tão diversas.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

EIN PROSIT!


Para não deixar passar batida a comemoração dos 20 anos da queda do muro de Berlim e diante da absoluta falta de inspiração para escrever sobre carros antigos, deixo os amigos com a foto daquele que, seguramente, foi o melhor carro que já tive o prazer de dirigir até hoje - e, de quebra, alugado em sua cidade natal com pouco mais de 2 mil km rodados e "testado" pelas fantásticas Autobahnen do sul da Alemanha a quase 200 km/h. Como eu tinha estado Berlim poucos dias antes, a impressão de pobreza do leste estava bem viva e foi inevitável a angústia de pensar que quase metade do país era simplesmente proibida de ter acesso às maravilhas tecnológicas criadas pelos próprios alemães...
Um brinde à reunificação!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

NÃO É UM CLÁSSICO, MAS...


... vai deixar saudades na nossa garagem. Durante 03 anos e 30 mil km, o Palio Fire 06/07 acima foi o carro do dia-a-dia da Ju e gostei tanto do bichinho que chegamos a fazer algumas viagens com ele. Completinho com ar, direção, vidros elétricos, som e alarme originais da Fiat, nunca queimou uma lâmpada sequer e até a bateria ainda é original, mas ele acabou indo para a reserva após a chegada do Felipe por causa da ausência das portas traseiras e da necessidade de um porta-malas maior para a tralha do bebê. Interessados, entrem em contato pelo e-mail disponível no meu perfil.
ATUALIZAÇÃO EM 09/08/2009 ÀS 11:20: Vendido!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

É...


Chegou a tão sonhada hora de fazer um upgrade na garagem; não a dos antigos, que vai bem, mas na dos modernos. Dou uma olhada no orçamento, vejo quanto posso "pendurar" com o gerente do banco; calculadora daqui, conversa com os amigos dali, concluo que, na faixa que quero gastar, o grande candidato seria o Punto T-Jet da foto aí em cima, completinho, com ar-condicionado automático, teto solar e as parafernalhas de segurança, de preferência pintado de Rosso Corsa para honrar as tradições. Claro que os argumentos para ter o foguetinho (ou pocket-rocket, acho que a tradução literal "foguete de bolso" usada por aí não tem nada a ver) na garagem são puramente racionais: daqui a dez ou quinze anos será um clássico nacional, eu ando estressado e preciso me divertir no trânsito do dia-a-dia, o Felipe vai adorar passear nele, são 152 cv em um carro econômico, é até bom que desvalorize muito, pois aí eu não fico trocando de carro toda hora e por aí vai...
Decisão tomada, comunico aos amigos e começa a expectativa.
Ontem, um telefonema meio sem jeito do Meyer e o banho de água fria: um amigo que tem um Punto Sporting foi sequestrado, agredido e ameaçado por bandidos que roubaram as rodas do carro e o abandonaram, junto com o dono, em um matagal. Ao conversar com os policiais e com o dono do guincho, o fato estarrecedor: era o quinto Punto que eles iam resgatar naquele matagal em uma semana. Como as belas rodas (assim como as do Stilo) ficam bem em Unos e Tempras velhos, existe um mercado negro bastante movimentado para elas, que todo mundo sabe onde é, quem faz a receptação e quem as compra, mas ninguém faz absolutamente nada.
Não cabe, em um blog sobre carros antigos, dizer quanto pago de imposto de renda (ai, ai...), o que penso do que acontece na Ilha da Fantasia do Planalto Central e da impunidade que parece só não atingir a combalida clásse média "desse país". Cabe, sim, dizer que abundam carros sem graça pintados de preto ou prata nas ruas das metrópoles não porque o brasileiro seja cafona ou sem graça, mas porque não chamar a atenção passou a ser instrumento de sobrevivência.
A discussão eu deixo por conta de vocês.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

sábado, 6 de dezembro de 2008

BEM-VINDO AO CLUBE

A presença de dois Fords GT no acervo do Veteran de BH associada ao sucesso nas provas da - inexpli-cavelmente - pouco prestigiada GT3 brasi-leira credenciam o bólido americano para a seleta categoria dos "clásscos recentes" (entenda-se aqui o uso do termo "clássico" de forma mais liberal, como explicado em um dos primeiros posts deste blog), ao lado do brasileiro Lobini H1 e de algumas Ferrari. Pessoalmente, não entendo a razão de tamanha preferência dos colecionadores pelo Ford que, por ser uma releitura do grande GT40, acaba tendo menos personalidade do que rivais como Lamborghini Gallardo, Ferrari F430 e Dodge Viper. Enfim, que tal uma enquete? Qual é o grande clássico recente (digamos, com idade inferior a quinze anos), independentemente do valor ou da proposta a que se destina? Meu voto vai para o Porsche Carrera GT.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

LENDAS DE MUNIQUE


Considerando o Ibope alcançado pelos posts anteriores sobre a BMW, em comparação com as outras marcas, fica a imagem do que, para os leitores, é a prova irrefutável de que o paraíso existe. Tanto a foto quanto o título do post foram tirados da Classic & Sports Car de julho/2004, que fez um comparativo entre a clássica 3.0 CSL 1973 e a M3 CSL 2004 (é isso aí, para quem não sabe, é uma M3 ainda mais apimentada, com direito até a pneus semi-slick), em dois dos melhores exemplos dos estilos pré e pós-Chris Bangle. Desnecessário dizer que a melhor revista do mundo não se limitou a fazer um comparativo "virtual", ou seja, o jornalista acelerou as duas até perto do limite antes de escrever suas impressões. Oh, vida difícil...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

DE VOLTA

Com as baterias re-carregadas, aproveito o post sobre os táxis de Buenos Aires aí embaixo para mais reflexões sobre o tema. Claro que, no país dos gigantes, nada melhor que Fords Crown Victoria aos montes para servir New York: com um potente V8 para quando o carro estiver lotado, amplo porta-malas para as bagagens, ar condicionado como equipamento padrão e espaço de sobra para cruzar as pernas, mexer em bolsas, ler o jornal ou simplesmente ter a tão confortável sensação subjetiva de espaço "inútil" à sua volta, ele cobra preços mais do que razoáveis pelos seus atributos. Bem diferente dos táxis 1.0 com boa parte do porta-malas tomado pelo cilindro de gás que se arrastam pelas ruas de BH e cobram um preço quase extorsivo por isso. Como nem tudo são flores, a metrópole começa a ser ocupada por minivans Toyota Sienna que, naturalmente, foram solenemente ignoradas por este turista-antigomobilista; como os Vic estão em fim de carreira por lá, mais um ícone vai se juntar aos Peugeot 504 e VW Vocho a caminho do Walhalla dos grande táxis da história, onde já repousa, por exemplo, o Checker Marathon. O mundo está mesmo ficando sem graça.