terça-feira, 15 de julho de 2008

CLÁSSICOS

Assim como toda música erudita acabou sendo chamada de "clássi-ca", também no mundo do antigomobi-lismo o termo se difundiu para descrever qualquer carro, de qualquer época, que desperte algum tipo de interesse especial - e será usado nessa conotação mais liberal por este blog. Mas o fato é que, de acordo com regras da FIVA, só merecem oficialmente essa denominação modelos dos anos 20 e 30 que tenham características especiais de construção e alguns poucos modelos do pós-guerra, como as Mercedes 300 SL, BMW 507 e algumas Ferrari, por exemplo. Os grandes representantes dessa casta na Itália nos anos 20 e 30 foram os da Isotta-Fraschini, empresa milanesa que acabou falindo logo após a II Guerra e cujos carros tinham prestígio semelhante ao de um Rolls-Royce. Os dois modelos, flagrados no Brazil Classics 2006, justificam o slogan "Il massimo dell' eleganza" e pertecem a um mesmo colecionador. Trata-se de uma 8A Cabriolet D'Orsay 1925 (cinza) e de uma 8A SS Tourer Castagna 1927 (verde).
ATUALIZAÇÃO EM 09/04/2010: O SS Tourer 1927 foi o vencedor do Troféu Roberto Lee em 1990, enquanto o Cabriolet D'Orsay 1925 faturou o prêmio em 1992.

2 comentários:

Chico disse...

Os brasileiros são o 4200GT/Uirapuru e o Itamaraty Executivo, né?

Luís Augusto disse...

É isso, aí, e tem o Galaxie 500 67, o Simca Présidence e o DKW GT Malzoni que são considerados "de interesse especial" - quase clássicos.