terça-feira, 29 de julho de 2008

ASSASSINATOS

Da mesma maneira que são pródigos em criar verdadeiras esculturas mecânicas a preços mais do que competiti-vos, os americanos também sabem, melhor do que ninguém, como "matar" seus clássicos nas gerações seguintes. Ou será que alguém considera o Charger verde 1973 da terceira geração mais bonito ou charmoso do que o laranja 1970 da segunda? Legítimos representantes do canto do cisne da era muscle-car, o mais novo tem o legendário V8 Magnum 440 (7.2 litros) de 375 hp brutos, enquanto o laranja é equipado com o 383 (6.3 litros) e 335 hp, motores que seriam asfixiados a partir de 1974 por leis antipoluição mais severas e pela escalada do preço da gasolina motivada pela crise do petróleo, dando fim à corrida por potência iniciada pelo Pontiac GTO nove anos antes. É interessante notar como os designers da Dodge - assim como os das outras fábricas - abriram mão da leveza e fluidez das linhas do fim dos anos 60 em favor do desenho pesado e agressivo da primeira metade dos anos 70, perdendo para os europeus a primazia do design automotivo conquistada após a II Guerra. Os dois carros da foto são do mesmo proprietário e estavam no último Brazil Classics em Araxá.

Um comentário:

Chico disse...

Outro excelente exemplo é o Thunderbird. Era um roadster charmoso e compacto. Virou uma banheira genérica nos anos 70.