sexta-feira, 17 de maio de 2013

II RAID DA MANTIQUEIRA - PRÉVIAS (8)


Como não poderia deixar de ser, alguns Mustangs clássicos estão inscritos para o evento, mostrando que a cultura norte-americana sobre rodas estará bem representada nas curvas da Serra da Mantiqueira. Entretanto, dentre eles, chamou a atenção o modelo acima, um T5 1966. Na verdade, trata-se rigorosamente do clássico Mustang que todos conhecem, mas a denominação diferente aponta que ele faz parte do lote destinado, inicialmente, à exportação para a Alemanha. Ocorre que, lá, Mustang era o nome de um caminhão da Krupp e, para evitar conflitos comerciais e possíveis indenizações à empresa alemã, a Ford preferiu denominar o carro destinado àquele mercado pelo nome original do projeto, T5. O impecável modelo da foto acima será conduzido pela dupla José Alexandre Kemenes/Edelson Boretti e já foi capa de algumas publicações especializadas, inclusive da página dedicada à história dos "Mustangs alemães".

terça-feira, 7 de maio de 2013

II RAID DA MANTIQUEIRA - PRÉVIAS (7)

Um modelo que faz muito sucesso nesse tipo de prova na Europa é o Opel Kadett C - Chevette aqui e nos EUA - graças à tração traseira, que fez dele uma das poucas exceções entre os compactos dos anos 70. No Brasil, boa parte dos Chevettes das primeiras safras acabou exterminada pela turma da arrancada, que  os comprava a preço de banana e enfiava neles um monstruoso seis-em-linha de Opala, comprometendo irremediavelmente sua estrutura e seu equilíbrio. Felizmente, alguns estão preservados e um modelo 1976, semelhante ao da foto acima (que pertence ao amigo Paulo Levi) deverá desfilar pela Serra da Mantiqueira no Raid que se aproxima.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

II RAID DA MANTIQUEIRA - PRÉVIAS (6)

E aí, alguém questiona que um estupendo Lamborghini Gallardo Spyder como o da foto acima, com todo o charme da dinastia de Sant'Agata Bolognese, design assinado por Giugiaro e, claro, seu V10 de 520 cv, se enquadra entre os Futuros Clássicos inscritos para o Raid?

sexta-feira, 3 de maio de 2013

II RAID DA MANTIQUEIRA - PRÉVIAS (5)

Claro que não poderia faltar o simpático Fusquinha no Raid e, entre os quatro exemplares que estão pré-inscritos, chamou a atenção um modelo da Série Prata 1980 que, do ponto de vista estético, marcou época ao inaugurar as lanternas traseira tipo "Fafá" e os parachoques monocromáticos, vistos treze anos depois na ressurreição do besouro promovida pelo Presidente Itamar Franco. Dotada do motor 1300 e acabamento caprichado, a Série Prata nacional antecipou em um ano o Silver Bug,  lançado mundialmente em 1981 para comemorar o vigésimo milionésimo Fusca produzido no mundo, em uma época em que os EUA e a Europa ainda consumiam os Fuscas produzidos no México, mais modernos que os brasileiros. Como a série foi limitadíssima aqui no Brasil e a maioria se perdeu na labuta do dia-a-dia, esse modelo passou a ser altamente colecionável.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

II RAID DA MANTIQUEIRA - PRÉVIAS (4)



Figura bastante vista em encontros estáticos, graças à relativa fartura de modelos que por aqui habitam desde quando eram 0km, trazidos por milionários que tinham bons contatos nas embaixadas, a terceira geração da Mercedes SL vai se tornando também um dos modelos preferidos para provas de estrada, ao lado dos Corvette Stingray e MGB. No Raid que se aproxima, deveremos ter a presença de uma belíssima 350 SL prata semelhante à da foto acima, que faz parte de uma grande coleção daqui de BH. A 350 SL que vai ao Raid foi premiada em Lindóia/2011 e traz um belo interior em couro azul, de fábrica. Seu soberbo V8 3.5 de 230 cv, aliado a uma dirigibilidade exemplar que conta com freios a disco nas 4 rodas, vai fazer dela uma companheirona nas curvas da Serra da Mantiqueira. Seu piloto, o Guilherme, já tem no currículo o primeiro lugar no raid que foi disputado no Brazil Classics 2008, a bordo de um Maverick GT.

domingo, 21 de abril de 2013

II RAID DA MANTIQUEIRA - PRÉVIAS (3)


Começamos com o mais carismático esportivo brasileiro, seguido pelo representante da marca alemã que ensinou ao mundo como reunir luxo e esportividade. Que tal acrescentar ao grupo o mais popular esportivo inglês - e do mundo - de todos os tempos? O MGB fez carreira de 1962 a 1980, com 500 mil unidades vendidas, e, graças à manutenção facílima e à abundância de peças de reposição, é figurinha carimbada em eventos desse tipo, com ótima dirigibilidade e comportamento de puro-sangue. O modelo 1979, que, na foto, aparece inspecionado por um dos donos, teve os parachoques american-spec trocados por peças cromadas e estará presente sob comando deste que vos bloga, tendo como navegador Eduardo Santana, bicampeão brasileiro de rali em 1982-83.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

II RAID DA MANTIQUEIRA - PRÉVIAS (2)


Outro que já confirmou presença para correr pelas montanhas de Minas foi um belo BMW 2002 Baur Cabriolet, versão especial, surgida em 1971, do inesquecível 2002 que, por sua vez, foi uma das mais celebradas evoluções dos modelos conhecidos como Neue Klasse (nova classe), surgida em 1962 com o modelo 1500 e que lançou a semente da identidade esportiva conquistada pela marca nas décadas seguintes. Apesar de ter produzido legendas como o 328 dos anos 30 e o roadster 507, a BMW chegou à beira da falência em meados dos anos 50, ao tentar se notabilizar no mercado de alto luxo, tendo produzido os 501/502, que fracassaram ao se baterem com os, então, muito mais celebrados Mercedes 300. Comprada pela família Quandt no início dos anos 60, a marca bávara tratou de reconstruir sua identidade até se tornar referência em sedãs esportivos e, quem diria, ter muitos dos seus conceitos copiados pela eterna rival de Stuttgart, tendo tido a Neue Klasse um papel fundamental nessa estratégia. O desenho, assinado por Wilhelm Hofmeister, ganhava, nessa versão especial, o tratamento da Karrosserie Baur, uma interessante combinação dos conceitos Targa e Cabriolet. O "2002" da nomenclatura se refere ao motor 2.0 e às duas portas. Na versão quatro-portas, os 2.0 eram chamados de 2000.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

II RAID DA MANTIQUEIRA - PRÉVIAS (1)


Faltando pouco mais de um mês para a segunda edição daquela que promete se consolidar como uma das mais charmosas provas de regularidade do antigomobilismo brasileiro, vamos pingando por aqui algumas pinceladas sobre o evento, começando por ressaltar uma mudança sutil em relação à edição passada: não serão permitidas inscrições de jipes. Do ponto de vista deste blog, a medida é bem vinda, já que os belos 4x4 de época sempre parecem pouco à vontade em provas desse tipo, no asfalto. Carros de passeio de todos os tipos, mesmo os populares ou os sedãs familiares, são aceitos, bem no espírito de provas italianas de rua dos anos 50, como Mille Miglia e Targa Florio, nas quais muitos participantes se inscreviam com o único carro da família (até os Fiat Topolino eram vistos nessas provas), que se batiam com as desejadas Alfas e Maseratis dos mais abastados. Também são aceitos os chamados "futuros clássicos", modelos de interesse especial fabricados após 1980 que, a critério da organização, têm pedigree para correr ao lado de ícones do passado. Para mais informações, basta acessar o site oficial do evento ou a página do Facebook.
Feitas as apresentações, hora de comentar sobre o primeiro modelo confirmado, nada menos que o GT Malzoni # 7 que correu a mais famosa edição das Mil Milhas Brasileiras, a de 1966, e que perdeu o primeiro lugar nas últimas voltas por problemas em um dos pistões. Se dá gosto ver o mais famoso esportivo brasileiro correndo em uma prova de estrada, principalmente em se tratando de uma unidade tão especial, o toque final fica por conta do piloto, Jan Balder, figura legendária de Interlagos nos anos 60 e que era justamente um dos condutores desse mesmo Malzoni naquela distante Mil Milhas de 47 anos atrás, ao lado de Emerson Fittipaldi. Seu navegador será Alfred Maslowski, ícone do rali nacional nos anos 70.

quarta-feira, 20 de março de 2013

O ANCESTRAL DE UMA LINHAGEM VENCEDORA


Reparando nos marcadores do post anterior, percebi que, em quase cinco anos de blog, eu nunca havia postado nada sobre a Mitsubishi, uma das marcas de maior sucesso no esporte a motor em todos os tempos e um dos maiores conglomerados industriais do mundo (lembro de ouvir, ainda criança, um tio ensinando que a marca fabricava desde canetas até aviões de combate!). Fiquemos hoje, portanto, com o primeiro Lancer, surgido para ocupar o lugar do Colt, que crescera de tamanho e dera origem ao médio Galant. Já nos seus primeiros anos de vida, ele se mostrou um sucesso em alguns dos ralis mais difíceis do mundo, inclusive com vitória no Rali do Quênia de 1974, pilotado por Joginder Singh, na versão 1600 GSR da foto, que mora no Brasil sob os cuidados do importador da marca. Com 825 kg e 110 cv, a versão "brava" da primeira geração foi de 1973 a 1978 e é um antecedente à altura dos monstrengos Lancer EVO, que brilharam nas pistas de rali nas mãos de Tommi Mäkinen, na virada do século, e povoam os sonhos de qualquer garoto aficcionado por automóveis atualmente.

terça-feira, 19 de março de 2013

10 RIVALIDADES APAIXONANTES

Sempre que falta assunto aqui no blog, uma ótima saída é recorrer às listinhas que povoam o imaginário de qualquer entusiasta, fórmula que pode ser comprovada olhando as últimas estatísticas que mostram o sucesso estrondoso desse post. Pois bem, inspirado pela dupla Mercedes 190E 2.3-16 e BMW M3, vamos a dez pares de carros-esporte adversários que eu sonharia em admirar em minha sala de estar ao sabor de um Jack Daniel's Old Barrel - e levar para passear em uma estrada deserta num domingo ensolarado, claro!

1 - GT Malzoni x Willys Interlagos


E quem não gostaria de reeditar o principal duelo das pistas brasileiras dos anos 60?

2 - Corvette Sting Ray x Jaguar E-Type


Potentes e sensuais como qualquer macchina italiana, por uma fração do preço delas e com desenho inconfundível, como convém a qualquer clássico esportivo.

3 - VW SP2 x Puma GTE


Os pequenos esportivos com motor de Fusca refrigerado a ar bem que tentavam levar o espírito das pistas brasileiras dos anos 60 para as estradas dos anos 70, mas a coisa ficava mais na aparência do que nos números de desempenho.

4 - Charger R/T x Maverick GT


Esse sim, talvez tenha sido o grande duelo no imaginário do motorista brasileiro no início dos anos 70. Pouco importava se eles derivassem de pacatos modelos de passeio; o principal era o ronco do V8 e a cantada de pneus nas arrancadas...

5 - Camaro x Mustang


Na mesma linha do duelo Charger x Maverick, porém iniciada ainda nos anos 60 e com muito mais opções de tempero, os eternos pony-cars americanos nada mais eram do que versões mais transadas de modelos compactos, mas até hoje sabem arrancar suspiros como poucos. E não é demais lembrar que a rivalidade perdura até hoje!

6 - MGB x Triumph TR4


Qual foi o último herdeiro do legado britânico de esportivos em seu sentido mais puro? O gigante British Leyland tinha franca preferência pela linha TR, mas os 500.000 MGB vendidos em 18 anos  sem praticamente nenhum investimento da matriz em seu desenvolvimento mostram que a questão era complicada...


7 - Ferrari 365 GTB/4 x Lamborghini Miura


O estado-de-arte dos esportivos italianos e uma das rivalidades mais famosas da história do automóvel. Logo depois do surgimento deles, veio a crise do petróleo e legislações mais rígidas quanto a emissões e segurança, que fizeram com que nunca mais houvesse carros assim.

8 - Ferrari F-40 x Porsche 959


Dois esportivos superlativos que recriaram o conceito do supercarro, inclusive batendo os 300 km/h. Devem deter, até hoje, algum tipo de recorde de comparativos entre si nas publicações especializadas.

9 - BMW M3 E30 x Mercedes 190E 2.3-16


Dos anos de ouro da DTM para a sua garagem por um precinho que dá pra encarar... 

10 - Subaru Impreza WRX STi x Mitsubishi Lancer EVO


A versão japonesa da briga alemã aí de cima, tendo as pistas de rali como pano de fundo, ao invés das pistas da DTM. Só mesmo os marketeiros para explicar por que um país que produz clássicos desse nível precisa ficar criando marcas de prestígio insossas como Lexus, Infiniti e Acura para vender nos EUA.

E aí, faltou algum?