quinta-feira, 3 de abril de 2014

Uma festa onde as estrelas são as máquinas da velocidade

Reproduzo aqui o artigo enviado pelo amigo Guilherme da Luz

Somente possuir um carro antigo e cuidá-lo não é suficiente, por isso muitos proprietários juntam-se a eventos que envolvam o desfile de automóveis, exposições e eventos que valorizem a arte de colecionar essas raridades.
Praticamente em toda grande cidade é possível encontrar clubes e associações de pessoas com o mesmo interesse pelas relíquias automotoras e que querem e precisam compartilhar todas as informações sobre seus artigos de colecionadores.
Muito comum também é viajar com um plano criado para conhecer máquinas da velocidade em outros países, desde de carros esportivos a verdadeiras peças de museu, uma viagem à Europa pode oferecer essa oportunidade.
E tudo é possível encontrar durante uma viagem, um exemplo é oGoodwood Festival of Speed - FoS,como o nome já diz, a velocidade é um dos atrativos deste evento que acontece anualmente emWest Sussex, na Inglaterra, entre os meses de junho e julho, desde 1993.
Com um público estimado de 150 mil pessoas em cada edição, os visitantes têm a felicidade de ver carros que marcaram a história das corridas nos últimos 100 anos, incluindo algumas máquinas que estiveram em competições de Fórmula 1.
Durante o dia do festival há um momento chamado Sunday Times Supercar Run, em que fabricantes de automóveis expõe modelos que marcaram época, como um Porsche 917 que esteve entre os atrativos do desfile em uma das edições.Cada carro tira o fôlego dos visitantes e durante esse momento é possível comparar e avaliar a evolução que essas máquinas passaram ao longo dos anos.
Os espectadores podem caminhar por vários ambientes onde o festival acontece e esse detalhe encoraja muitos fãs a visitarem o evento. As barreiras que separam o público dos pilotos das corridas e dos modelos tão desejados não é grande e por isso o evento se destaca pela possibilidade que os participantes têm de tirar fotos e de ver de perto os automóveis que são as estrelas da festa.
Mas há também uma parte para um público seleto, convidado especialmente para ver um show automotivo, é o Cartier Style et Luxe. Aqui os automóveis são tratados como verdadeiras jóias com design exclusivo e com um requinte de luxo, para as celebridades que podem dirigir tais peças.
Uma visita à Inglaterra não deixa de ser um oportunidade de ver nas ruas também alguns produtos ingleses que marcaram a história automotiva, eles acertaram quando criaram o Jaguar, o Rolls Royce, o Morgan, entre outros.
Você já viajou para ver um evento automotivo?




quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

SEGUROS

Atendendo ao pedido do Guilherme da Luz, segue o artigo da Seguro Auto:

Você é um apaixonado por carro antigo?
A paixão por carros antigos é um dos motivos que faz com que o dono desenvolva tão intensamente a capacidade pela arte de cuidar. Ter uma relíquia na garagem indica que o proprietáriotem também uma série de obrigações com o artigo de luxo.
vintage-car.jpgSeja ou não colecionador, os amantes de carros antigos listam certas responsabilidades que fazem parte dessa dedicação cuidadosa. Nessa atmosfera é provável que a admiração pela peça antiga traga muitos cuidados que envolvem desde a segurança até a beleza do artigo de luxo, sim, porque quem é dono de um carro antigo preza pela aparência e qualidade do veículo.
Há quem diga que quanto mais fiel ao modelo antigo melhor, então os donos não poupam esforços para reformar e melhorar a lataria do carro para deixá-lo mais original. Quem após reformar seu carro antigo, não tem prazer em exibi-lo aos amigos?
Para manter um carro que está fora de linha e que faz parte de uma história importante do automobilismo, requer do dono algumas observações. O processo de reforma pode exigir a encomenda de peças, serviços especializados em funilaria, por exemplo.
Essa fase de reforma é também vista com prazer pelo colecionador, já que é como se fosse a montagem de um quebra-cabeça que conta a história de um tempo que passou.
É desta maneira que a paixão pelo carro pode ser compartilhada com outros admiradores, através de associações e clubes de colecionadores de carros vintage, locais em que eles podem trocar informações e buscar novidades.
Encontrar umseguro de automóvel para essa linha é mais difícil do que para os carros comuns, apesar de ser grande o número de colecionadores no Brasil.Os motivos geralmente são justificados pela dificuldade na substituição de peças antigas que estão fora do mercado, o que prejudica a resolução de pequenos problemas quando um sinistro acontece.
A dificuldade em encontrar seguradoras especializadas em carros “placas pretas” ou classificados como vintage desencadeia a busca por equipamentos que garantam a segurança do bem, como é o caso do rastreador.Essa tecnologia faz com que o dono tenha informações detalhadas sobre o veículo, como velocidade, roteiro e em caso de roubo, é possível saber sua localização e avisar a polícia para a busca.
O contrato de uma assistência 24 horas é também comum entre os antigomobilistas, ou seja, os entusiastas de carros antigos, já que a relação custo/benefício é mais vantajosa.
Ter um carro antigo na garagem e, mantê-lo como um modelo original de um época, não limita o dono diante davasta possibilidade tecnológica do mercado, é fácil unir o prazer de ter um exemplar antigocom peças modernas.
É comum a adaptação de aparelhos de áudio como potentes CD players e também de vídeo, como DVDs. Além de acessórios que embelezam a lataria do carro, de faróis, rodas e acabamentos.
É esse o barato de quem coleciona, poder mexer no tempo através de um objeto que é símbolo de uma época e fazer dele ainda útil e cheio de vida e, além de tudo, ser motivo de admiração para o público.
Texto Enviado com exclusividade por Guilherme da Luz, editor do site Seguroauto.org



segunda-feira, 2 de setembro de 2013

BLUE CLOUD 2013 - A ESSÊNCIA DO ANTIGOMOBILISMO

Como pode uma marca descontinuada há 46 anos continuar despertando tanta paixão? Por que um carrinho barulhento, fumacento e beberrão ainda é capaz de motivar 107 apaixonados a colocá-los na estrada, com alguns rodando por mais de 1000 km, para que se encontrem em uma estância no sul de MG? A resposta está no clima de mais autêntica camaradagem visto no XI Blue Cloud, que ocorreu em Poços de Caldas no último final de semana e repetiu a impressão deixada em 2011, na mesma cidade: trata-se de um dos melhores - talvez o melhor - encontro de automóveis antigos do Brasil. A paixão pelos carros, a vontade de trocar informações e experiências a respeito dos desafios de manter os DKW em funcionamento e, principalmente, o clima de inclusão dos que, como eu, não possuem um veículo da marca, não deixam espaço para a fogueira de vaidades que costuma marcar presença na maioria dos encontros de antigomobilistas pelo Brasil afora, com discussões intermináveis a respeito das imperfeições dos carros dos outros e de premiações injustas - aliás, não há premiação no Blue Cloud, um exemplo a ser seguido por outros encontros. Impressionante como, ao lado de figurinhas carimbadas como essa Sonderklasse 1957 da família Witzke, ou o Malzoni II, restaurado pelo filho do seu criador, ou essa Wartburg 311, a cada ano aparecem novidades dignas de tardes inteiras de discussões entre os entusiastas. Esse ano, os holofotes se dividiram entre a Universal 1956 do Flavio Gomes - carinhosamente apelidada de Miss Universe -, provavelmente o décimo carro fabricado pela Vemag  e candidata ao título de carro brasileiro mais antigo conhecido, e o Fissore 1965 do colecionador Marcelo Zeugner, absolutamente impecável e equipado com a raríssima (entre automóveis brasileiros) embreagem SaxOmat, que dispensa o pedal da esquerda para a troca de marchas. No mais, o barulhinho das "pipoqueiras" e o perfume de óleo dois-tempos deu o tom do evento. Faço aqui um agradecimento ao Roberto Fróes, conhecido colecionador do RJ que, muito gentilmente, nos convidou para uma volta no seu Belcar 1961, o mesmo usado na filmagens do clipe Solitário Surfista com Gabriel, o Pensador e Jorge Benjor. Curtam as fotos do que de inédito apareceu no Blue Cloud desse ano.

A Universal 1956 do Flavio Gomes, décima unidade a sair da fábrica da Vemag

O absolutamente impecável Fissore com embreagem SaxOmat

Do lado de lá da Cortina de Ferro e do lado de cá do Atlântico, duas peruinhas com o mesmo pedigree

Belcar (ou Grande DKW-Vemag, já que é de 1960) com a grade dos modelos Auto Union argentinos em um trabalho primoroso de restauração

A DKW foi a maior produtora mundial de motocicletas antes da II Guerra. Depois do conflito, a fábrica ficou do lado comunista da Alemanha e a marca foi renomeada MZ, que cedeu muito do seu DNA para as saudosas Yamaha nacionais, de motor dois-tempos

São raros os eventos de antigomobilismo em que você vê cenas como essa

segunda-feira, 1 de julho de 2013

FUSCA DE LUXO


Em 1965, a Volkswagen lançou, no Brasil, uma versão simplificada do Fusca padrão, chamada Pé de Boi. Segundo o raciocínio da fábrica, o carro teria todas as qualidades de robustez e confiabilidade que fizeram a fama do carrinho, mas seriam suprimidos todos os acessórios supérfluos, principalmente frisos e cromados, para lhe dar um preço mais acessível. A estratégia se revelou um fracasso e a VW entendeu que, diferentemente do que ocorre na Europa (vide o sucesso atual dos modelos Dacia por lá, de aparência muito mais espartana do que os Sandero e Duster nacionais), o consumidor brasileiro não gosta da idéia de comprar algo visto, ostensivamente, como "coisa de pobre". Assim, em 1970, a marca percorreu o caminho inverso ao tentado com o Pé de Boi, dotando o Fusca de motor mais potente, acabamento diferenciado e alguns melhoramentos técnicos, tendo o Fuscão experimentado enorme sucesso, vendendo, inclusive, mais do que o 1300 no mesmo período. Em 1975, a VW estendeu a opção de acabamento diferenciado e bitola traseira mais larga para o motor 1300, criando o 1300L e atingido novo sucesso em uma época em que a economia de combustível era a palavra de ordem. O modelo da foto, da coleção de Flavio Gomes, faz parte das primeiras safras, ainda com parachoques de lâmina grossa, que foram simplificados a partir da linha 1977.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

ESTRELA DE TRÊS PONTAS NO ALTO DO PÓDIO


O término da terceira edição das Mil Milhas Históricas Brasileiras, cujo sucesso já está definitivamente consolidado, marcou o fim do domínio dos esportivos ingleses com a vitória dessa magnífica Mercedes 350 SLC 1973, modelo cuja história já foi contada aqui. Entretanto, se a hegemonia inglesa caiu por terra neste ano, a dupla Rogério Franz e Mário Nardi vai se consolidando como favorita nesse tipo de prova, já que, com a conquista desta edição, se sagraram bicampeões, pois já haviam faturado também a primeira prova a bordo de um Triumph TR4. Parabéns aos vencedores!

quarta-feira, 12 de junho de 2013

A PRIMEIRA VEMAGUET


Como se sabe, o primeiro automóvel reconhecido como genuinamente brasileiro foi a perua Universal, saída das linhas de montagem da Vemag em novembro de 1956 e muitas vezes denominada, equivocadamente, como Vemaguet. Essa nomenclatura para a "Caminhoneta DKW-Vemag", na verdade, só surgiu em 1961, quando a marca vivia seus melhores dias e povoava o imaginário da incipiente classe média brasileira. Junto com o nome, vieram evoluções interessantes como os novos parachoques, americanizados e mais ao gosto do consumidor brasileiro, bancos mais confortáveis e calotas com novo desenho; o motor 1000, em substituição ao 900, já havia aparecido no ano anterior. Vestígios das unidades "pré-Vemaguet" ainda estavam nesse modelo, como os frisos cromados na tampa do porta-malas (que foram suprimidos no sedã nesse ano) e nas calhas e a pintura saia-e-blusa, fazendo da Vemaguet 1961 da foto acima um elo interessante entre a fase pioneira e a maturidade da linha DKW-Vemag. O modelo é o mais novo membro da coleção do Flavio Gomes.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

II RAID DA MANTIQUEIRA - O GRANDE CAMPEÃO


Naturalmente, o Puma GTE 1978 e seu piloto, o brother Paulo Henrique Novo (e seu navegador Felipe Telles, que não aparece na foto), merecem um post só para eles pela vitória incontestável na prova de regularidade, com apenas 31 pontos perdidos. 
Sobre o Puma acima, uma surpresa para mim. Trata-se de um carro tão diferente dos modelos mais antigos, que parece outro projeto quando comparado, por exemplo, ao modelo 1971 que já tive a oportunidade de guiar algumas vezes. Posição de dirigir mais recuada, coluna de direção mais baixa e até a posição de alavanca de marchas mais para trás, além do espaço interno muito superior, graças ao chassi de Brasília no lugar dos de Karmann Ghia dos primeiros tempos, dão uma idéia da evolução do felino brasileiro, que teve as vendas mais expressivas justamente na segunda metade da década de 70, já com o desenho acima.
Voltando ao Raid, mais fotos podem ser vistas na página do Facebook dos organizadores. 

II RAID DA MANTIQUEIRA - CRÔNICA DE UM FIM DE SEMANA INESQUECÍVEL

MGA e seu sucessor ao lado do VW Karmann Ghia e seu sucessor - encontro de gerações

O odômetro do MGB marcava 26794 milhas quando dei a partida na sexta-feira, às 7 da manhã, rumo a Tiradentes, de onde seria dada a largada para os mineiros que participassem do Raid, com destino a São Lourenço. Como moro a 30 km de estrada aberta até o trabalho e uso meus antigos frequentemente na labuta do cotidiano, nenhuma revisão especial precisou ser feita no carro e posso dizer que, graças a essa distância, conheço bem suas manhas e seus limites em situações de maior exigência. Meu navegador também é um velho conhecido desde esta prova, de modo que formamos - carro, navegador e piloto - uma equipe bem azeitada para o que estava por vir.
Mercedes 350 SL foi o mais rápido de sua categoria no primeiro prime

Chegando em Tiradentes, conheci alguns dos meus adversários, todos em carros magníficos, a maioria esportivos puro-sangue, além de um Fusca 1500, um Fiat 500 moderno, uma belíssima F-100 V8 com câmbio automático e o BMW 328 1993 do Roberto Aranha, piloto carioca da mais refinada técnica que, muito elegantemente, levou seu cocker spaniel para se divertir a bordo do clássico de Munique. 

Um pouco da diversidade automotiva vista no Raid; o Porsche veio de Curitiba e levou 3 troféus

Foi também na largada em Tiradentes que tive o prazer de conhecer o Jornalista José Resende Mahar, figura respeitadíssima no meio automotivo e dono de conhecimento enciclopédico a respeito de tudo o que depende de combustão interna. Nos identificamos imediatamente pelo seu fino humor britânico associado ao fato de eu estar com o único representante da terra da Rainha naquela largada e, principalmente, por sermos membros de uma raríssima seita - a de colecionadores de carros antigos que possuem uma Caravan 4 cilindros em seu acervo.
E foi dada a largada!
Jaguar E-Type V12 automático

Eu, o Eduardo e a baratinha íamos muito bem, na maioria das vezes com cerca de 3 ou 4 segundos, no máximo, de erro em relação às referências; apesar de estarmos correndo em estradas com trânsito aberto, a agilidade do MGB me permitiu negociar bem as ultrapassagens sobre veículos mais lentos e manter as médias não parecia lá muito difícil... até que, passados 20 minutos de prova, a chuva resolveu cair pra valer. Para um esportivo dono de uma estabilidade digna de um kart, tudo bem e continuamos no ritmo forte que a prova exigia, mas, com mais uns 30 minutos de chuva inclemente, Joseph Lucas, The Prince of Darkness, resolveu aprontar das suas e uma pane elétrica fez com que os limpadores de parabrisa parassem de funcionar. Mesmo com visibilidade quase zero, eventualmente tendo que colocar a cara para fora do carro e nos ensopando por causa dos vidros abertos, continuamos a mandar lenha, agora sem a mesma precisão do início, mas conseguimos cumprir a prova satisfeitos com o nosso desempenho. Para o troféu de regularidade, estávamos no páreo!
Ao volante, diversão em seu estado mais puro...

No sábado, o sol resolveu dar o ar da graça e, em um dia magnífico, fomos brindados com as provas de velocidade em estrada fechada, os primes. Com um motorzinho de 4 cilindros sem a mesma compressão da sua juventude, o MG não tinha muita chance contra os grandões, mas foi divertidíssimo acelerar o bicho até o limite, chegando, depois de 14 quilômetros da segunda prova, envolvidos pelo cheiro de borracha queimada e discos de freio quase incandescentes, com a certeza de que fizemos boa figura - soubemos depois, que merecemos um mais do que digno décimo lugar.
Foram poucos os muscle-cars no evento, mas o Dodge Charger nacional fez ótima figura

Foi nesse sábado que tive o prazer de conhecer pessoalmente o Paulo Levi, do Adverdriving, a quem devo algumas das fotos deste post, e seu absolutamente maravilhoso Chevette 1975, e o Max Acrísio, que, com seu MGA (seu há 37 anos!), representou, junto comigo, a casa de Abingdon e a tradição dos mais divertidos esportivos do mundo. 
Carros interessantes não faltaram entre os cerca de 60 inscritos, desde os originais impecáveis, passando pelos preparados e até um Fusca com motor Porsche de 6 cilindros 3.6, um Chevette com V6 de Pajero tão bem instalado que parecia original (segundo o dono, até os coxins originais do motor foram aproveitados) e um Gordini com motor VW AP 2.0.
Os dois MGs perfilados aguardando a largada do segundo prime em Dom Viçoso pareciam se sentir em Brescia nas Mille Miglia; mais atrás, o Chevette só observa...

Noite de premiação e o Troféu José Resende Mahar, para a equipe que melhor representou o espírito do evento, veio para nós, graças à pane causada pelo Príncipe das Trevas e que, segundo o próprio Mahar, não foi capaz de tirar nosso sorriso e nosso espírito desportivo. Confesso que me senti emocionado em merecer ganhar um troféu das mãos de figura tão ilustre. 
Duas gerações de Ford F-100, escandalosamente lindas

Outras premiações especiais foram para o Ford T5, de veículo mais raro do evento, para o Porsche 911 de Luiz Leão, que veio de mais longe (Curitiba), e para o piloto mais velho, Jan Balder, no imortal Malzoni das Mil Milhas de 1966. O campeão geral do Raid foi o Paulo Henrique Novo, com o Puma 1978, que perdeu apenas 31 pontos, seguido pela Ford F-100 V8 do André Peon (80 pontos perdidos) e pelo nosso querido MGB (84 pontos perdidos), coincidentemente os três na mesma categoria. Muito sentida foi a ausência do Muricy, que teve um problema de saúde na família e acabou impedido de comparecer na última hora.

Eu, o Max e os MGs, que, por causa do atraso dele na largada, fizeram um lindo pega no segundo prime

De volta para casa, sem nenhum engasgo ou problema maior (felizmente não voltou a chover!), o odômetro do MG marcava 27510 milhas. Foram 1175 quilômetros de sorrisos em apenas 3 dias. Missão cumprida!

De volta para casa com dois troféus e 1175 km de diversão

quinta-feira, 23 de maio de 2013

II RAID DA MANTIQUEIRA - PRÉVIAS (10)


E, para fechar a avant-premiére do que nos espera pelas serras do sul de Minas no próximo fim-de-semana,  fica a foto do carro que virou símbolo do evento, o magnífico LaSalle 1939, aqui recebendo os cuidados do seu zeloso proprietário, José Cândido Muricy, conhecido colecionador de Cadillacs do Rio de Janeiro. Muito representativa da segmentação proposta pela GM, a LaSalle foi criada pela corporação em 1927 e durou até 1940, com o objetivo de diversificar a oferta de molelos de luxo do gigante de Detroit como um Cadillac menor e mais esportivo, tendo ocupado o pequeno hiato existente entre a própria Cadillac e a Buick. Seus principais concorrentes eram os modelos de entrada da Packard, como o 120, e da Chrysler e , embora as vendas da LaSalle nunca tenham correspondido às expectativas da GM e a marca tenha desaparecido em 1941, ela acabou marcando a história do automóvel ao ter revelado ao mundo o gênio criativo de Harley Earl, mais tarde responsável pelo Art & Colour Studios da GM.
A partir de amanhã, pé na estrada em busca do troféu! A foto acima foi extraída da cobertura da edição do ano passado, feita pelo Mahar.

terça-feira, 21 de maio de 2013

II RAID DA MANTIQUEIRA - PRÉVIAS (9)


Outro futuro clássico que deve marcar presença no Raid é um BMW M3 de segunda geração, semelhante ao da foto acima, furtada do Renato Bellote. A linhagem M3, lançada em 1985, já é uma das mais representativas de todo os universo dos GTs europeus e cartão de visitas da Casa Bávara, arrancando tantos suspiros quanto outras legendas da marca como o M1 e o 507, que não deixaram descendentes. Na segunda geração, de 1993, a principal diferença foi a substituição do motor de 4 cilindros em linha pelo seis-em-linha de 3.0 litros e comando de válvulas variável, que lhe rendiam 286 cv, chegando a 321 cv em 1995, e o comportamento mais amigável do que o do seu antecessor, que parecia saído diretamente das pistas da DTM.