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terça-feira, 27 de setembro de 2011

OS 3 MELHORES # 11 - RALLY




Para quem gosta rali, um prato cheio para discussões; diferentemente do que ocorre com os carros de pista, inclusive em provas presumivelmente de turismo, como a Nascar, os modelos criados para correr na lama e na neve parecem aos aficcionados, muito mais próximos da realidade das suas garagens. Por isso mesmo, não coube aqui nenhum representante da filosofia do extinto Grupo B, cujos maiores vencedores tinham motor central e só lembravam os modelos que lhe deram origem na aparência externa. Ao contrário desses pequenos monstros, os eleitos de hoje têm tanto carisma que suas marcas se tornaram sinônimo permanente de de sucesso no WRC. Com vocês, o Lancia Stratos dos anos 70, Audi quattro dos 80's e Subaru Impreza da virada do século.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Ô INVEJA...


A gente aqui ralando para comprar uns carrinhos tão "plebeus" e o cara aparece com duas Lancia Delta HF Integrale na garagem! Imortalizada nas mãos de Juha Kankkunen no WRC, ela encantava os entusiastas por ser uma carro "de verdade" a competir, tendo sucedido os monstrengos de motor central, que apenas tinham a carenagem externa lembrando as versões de rua, após o fim do perigoso Grupo B em 1986. Seu quatro-cilindros turbocomprimido entregava 185 cv (230 nas versões de competição) e o sofisticado sistema de tração integral fez do Delta o legítimo sucessor do Audi quattro dos anos 80 e predecessor dos também legendários Subaru Impreza da década seguinte - sem dúvida, um trio que comove qualquer amante das tradições do rali. Claro que eram disponibilizadas versões mais comportadas do Delta (lembro de ver duas rodando aqui em BH nos anos 90, provavelmente trazidas por algum diretor da Fiat), mas esses HF Integrale são verdadeiros clássicos da virada dos anos 90. Para quem se interessou, o preto da foto - um HF Evoluzione 1992 - está à venda, bastando ao felizardo desembolsar US$ 20 mil e se mudar para os EUA, já que ele só pode vir para cá quando completar 30 aninhos...

segunda-feira, 18 de julho de 2011

CASAMENTO INTERESSANTE


Normalmente, a associação entre marcas é vista como empobrecedora da "autodiversidade" desse universo que tanto nos fascina (me vem à lembrança os clones de Fords e VWs no período da Autolatina como o exemplo clássico desse fenômeno), mas algumas exceções são notáveis, como as vezes que dois dos maiores expoentes da engenharia italiana resolveram se unir. A primeira vez que a Lancia flertou com a Ferrari (ou vice-versa) foi na temporada de Fórmula 1 de 1956, quando caiu de bandeja no colo de Don Enzo o excelente Lancia D50 que, renomeado Ferrari D50, deu a Juan Manuel Fangio seu quarto título mundial. Quinze anos depois, foi a vez da Ferrari ceder tecnologia para a Lancia, que equipou seu imortal Stratos com o V6 da Dino, obtendo resultados tão bons que despertaram ciúmes em Maranello, como já comentado aqui. E, finalmente, em meados dos anos 80, o belo Lancia Thema da foto acima, que tinha a difícil missão de devolver à marca o prestígio de outrora, talvez seja a mais interessante das três uniões por estar mais próxima do universo do entusiasta comum. Com a mesma plataforma da Alfa 164 e do Saab 9000, o Thema poderia apenas ser lembrado como mais um ótimo carro da virada dos anos 90, mas sua versão 8.32 (oito cilindros e 32 válvulas) é algo mais especial do que isso. Dotada do mesmo V8 3.0 da Ferrari 308, a 8.32 tinha desempenho e acabamento digno dos melhores Mercedes da época, alcançando 240 km/h e 0-100 em 7 segundos; além disso, o desenho de Giugiaro e os dizeres Lancia by Ferrari na tampa da válvula exerciam um fascínio especial. O preço, naturalmente, era bem elevado, fazendo com que menos de 5 mil dessas versões fossem produzidas - uma delas se encontra parada aqui no Brasil há anos, esperando que alguém a "descubra"...

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

O REVOLUCIONÁRIO

Há pouco tempo, li não-sei-aonde, que, em uma eleição recente sobre qual seria o "Carro do Século XX", a Lancia foi a que emplacou o maior número de finalistas. A casa fundada em 1906 por Vicenzo Lancia, em Turim, sempre se destacou pelas soluções inovadoras de seus modelos, mas o Lambda merece lugar de destaque em qualquer resenha por ter sido o primeiro do mundo a adotar a construção em monobloco, com ganho em estabilidade e redução do peso e da altura. Produzido entre 1922 e 1931, ele fez sucesso nas pistas e trazia a curiosidade de ser impulsionado por um dos poucos V4 de que se tem notícia na história - a Lancia repetiria a configuração no Fulvia dos anos 60. O modelo da foto, de 1923, é figurinha carimbada nos grandes eventos brasileiros como Lindóia e Araxá.