quinta-feira, 24 de julho de 2008

F-40

Qualquer
"garoto" com mais de 25 anos sabe o que significou essa sigla nos anos 80 e 90. Muito mais do que qualquer outro carro que veio depois, a berlinetta da Ferrari levou ao extremo o conceito de um superesportivo, sem concessões a conveniências supérfluas - nem maçaneta das portas ela tem. Seu V8 biturbo de 3.0 litros gerava 478 cv e levava o bólido a mais de 320 km/h há vinte anos, tendo a F-40 roubado a cena da também fantástica 288 GTO, da qual derivou. Havia a lenda de que a unidade que apareceu no Salão do Automóvel de 1990 e que foi testada pelo grande jornalista Bob Sharp em uma edição inesquecível da Quatro Rodas em 1992 ficou encostada em um galpão da Fiat em Betim por muito tempo e que seria a única no Brasil. O fato é que aquela unidade foi vendida para fora do país, mas há outra rodando por aqui, como pôde ser visto no último encontro de Araxá - na foto, ela está puxando uma fila de Ferraris no desfile da premiação. Foi algo indescritível a emoção de ver - e ouvir - de perto o grande clássico dos anos 80, talvez o último puro-sangue de Maranello feito para quem realmente gosta de pilotar.

3 comentários:

Chico disse...

Esse carro (junto com aquela F-50 ENZ-0050 que foi do Lilico e agora voltou pra São Paulo) era do Lawrence Pih, não? Dono do Moinho Pacífico, ele era um dos maiores Ferraristas do Brasil. Ouvi dizer que ele brigou com o povo da Via Europa e vendeu todas.

Luís Augusto disse...

Essas duas (ENZ 0040 e ENZ 0050) devem ser os carros mais cercados de lendas do Brasil, mas também ouvi falar nessa história. Quando a F-50 estava em BH, era surreal vâ-la rodando devagarinho na Raja.

Anônimo disse...

Parabéns pelo post.
Trabalho com tecnologia automotiva na Digital Tuning e adoro carros.
Sem dúvidas a Ferrari tira o fôlego de qualquer um desde o lançamento de seus primeiros modelos.

Mais uma vez parabéns. Gde. abraço, Ana.