quinta-feira, 21 de agosto de 2008

EUROPA X AMÉRICA - ROUND III

Nos anos 50, quem queria o máximo de elegância e estilo a bordo de um conversível poderia optar pelo Mercedes 300 S, um belo cabriolet baseado no chassi encurtado do sedã 300 "Adenauer", com acabamento nobre em couro e madeira de lei, além de desempenho e sobriedade germânicos, ou pelo Cadillac Eldorado Biarritz, a versão mais sofisticada do Eldorado, repleta de cromados e gadgets como o olho autrônico (em cima do painel, ao centro) que captava a luz do carro no sentido oposto e abaixava automaticamen-te o facho dos faróis, além do interior todo elétrico e da suspensão hidropneu-mática. Na mecânica, uma enorme diferença de escolas, com o Mercedes sendo empurrado pelo mesmo seis em linha de 3.0 litros do 300 SL, mas com carburação normal e sem preparação esportiva, e o Caddy tendo seu tradicionalíssimo V8 390 (6.4 litros). Falar em números de desempenho ou potência nesses elegantes conversíveis feitos para desfilar em Beverly Hills ou em Saint Tropez parece dispensável e, se pudesse, eu elegeria o raro 300 S 1954 para dar uma volta. Ele foi uma das expressões máximas de bom gosto em uma década de excessos de estilo que teve no Eldorado 1959 seu maior representante. América 2 x 1 Europa.

2 comentários:

Chico Rulez! disse...

Sujeira fazer essa escolha... Tá danado.

Julio Fachin disse...

É igual perguntar pra um pai de dois filhos de qual dos dois ele gosta mais. Acho que eu acabaria escolhendo o Mercedes também, mas com uma ponta de remorso hehehe.