sexta-feira, 6 de agosto de 2010
O POLARA NOSSO
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
O POLARA DELES
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
A SOLUÇÃO DA PLYMOUTH

Outra marca que procurou se antecipar aos legisladores a respeito dos faróis quádruplos, porém usando um método mais sutil para burlar as regras, foi a Plymouth, com a linha Belvedere de 1957. Surgido como um cupê hardtop em 1951, o Belvedere se tornou o carro-chefe da empresa a partir de 1954 com diversas opções de carroceria, em uma trajetória semelhante à do Chevy Bel Air. A linha foi inteiramente renovada em 1957 com o belíssimo forward look saído das pranchetas de Virgil Exner, que trazia a curiosidade de acomodar os piscas e faroletes ao lado dos faróis principais, medialmente a estes, dando a ilusão de faróis quádruplos - que viriam, de fato, só em 1958, um ano depois do Turnpike do post abaixo.
GOLPE DE MESTRE
Conhecido pelos antigomobilistas como um dos modelos mais rebuscados da história do automóvel (até vigia traseiro que subia e descia, como os vidros das portas, ele tinha, entre outras diversas soluções inusitadas), o Mercury Turnpike Cruiser acabou marcando época também por ter se antecipado às tendências do final da década como um dos primeiros americanos a usar faróis duplos. Na verdade, a legislação dos EUA proibiu tal recurso em veículos nacionais até 1956, mas já era notório que a restrição cairia no ano seguinte. A Mercury então, muy espertamente, lançou seu top-de-linha - destinado a cruzar a América nas então novíssimas Interstates, como seu nome sugeria - no Salão de New York, no final de 1956, ainda antes da regulamentação dos quatro faróis, mas o colocou no mercado alguns meses depois, já dentro da lei na maioria dos estados, quando a linha 1957 da concorrência já estava no mercado com apenas um par de faróis, em uma jogada de marketing digna de aplausos. A linha dos paralamas continuava semelhante ao restante da linha Ford, como pode ser visto na comparação com o Fairlane 1957 vermelho e branco, ao fundo, do mesmo ano do Mercury dos Rufino, do Celeiro do Carro Antigo, que levaram a raridade no Brazil Classics 2008.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
QUATRO CILINDROS
Um Porsche 356, um Lotus Elan, um MGB e um Puma GTE das primeiras safras, ao fundo. Todos leves, pequenos e ariscos, dotados de motores de quatro cilindros trabalhados a partir de unidades de grande produção. E, mesmo sem marcas exorbitantes de potência, velocidade ou aceleração, se tornaram ícones de esportividade e habitués dos mais badalados eventos e festivais de velocidade pelo mundo afora, provando que o pedigree de um automóvel está muito além dos números de fábrica ou de testes de revistas. Toda essa choveção no molhado apenas como pretexto para publicar a bela foto tirada pelo Gustavo em um rali do MG Clube, restrito a esportivos puro-sangue. E tem gente que só diz encontrar satisfação com a cavalaria na casa dos múltiplos de 100...quarta-feira, 28 de julho de 2010
E QUE VENHA O MGB!
Depois desta notícia, os companheiros de república já estão esperando a baratinha de braços abertos...
segunda-feira, 26 de julho de 2010
CINCO MITOS SOBRE AUTOMÓVEIS ANTIGOS BRASILEIROS
Graças à dinâmica da internet e à colaboração dos leitores, tem sido possível desfazer alguns enganos que costumam induzir ao erro quem tende a se fiar nos registros "oficiais" sobre a indústria automotiva nacional - confesso ter incorrido em todos eles. Eis alguns que já foram discutidos por aqui:
1 - O Fusca nacional começou a ser produzido em 1959.
Os folhetos de propaganda da época exaltavam as vantagens do então novo Volkswagen 1959 brasileiro em relação do alemão, especialmente o novo volante tipo cálice, mas o testemunho de quem viveu a época aponta que, até 1960, o Fusca era apenas montado por aqui e que a fabricação, de fato, se deu a partir daquele ano, com chassis ainda importados (fonte: Zullino, Dario Faria e AGB, em comentários no blog).
2 - A Willys cogitou produzir o Interlagos II com mecânica do Renault R8.
Apesar de ter até sido apresentado no salão do automóvel, nunca se cogitou a produção em série do equivalente ao Alpine A-110 francês por aqui. A Willys apenas colocou uma mecânica R8 em um Interlagos "tunado" para uso pessoal do seu presidente (fonte: Zullino, em comentário no blog).
3 - O Ibap Democrata tinha tudo para superar seus concorrentes, por isso as montadoras já instaladas por aqui boicotaram o empreendimento.
O Democrata era inviável como produto industrial de larga escala. Carroceria de fibra de vidro e mecânica complexa da escola italiana estavam mais adequados e grandes - e caríssimos - esportivos (fonte: Zullino e M, comentando no blog).
4 - O Dodge Dart era cópia do modelo equivalente norte-americano.
Na aparência eram idênticos, mas o nacional trazia um diferencial muito mais pesado do que o original, o que comprometia o comportamento dinâmico do carro (fonte: Zullino, em comentário no blog).
5 - Não é possível saber se um Diplomata Collectors é autêntico porque os números de chassis da série especial não são seqüenciados.
Todos os Opalas Diplomatas com números de chassis NNB107837 ao NNB108058 são Collectors. A confusão se deve à existência de Opalas SL, Comodoros e Caravans no intervalo, que abriga um número bem maior de unidades do que os 100 Collectors produzidos (fonte: Shibunga, em conversa por e-mail).
ATUALIZAÇÃO EM 16/6/2011:
6 - Os motores Simca Emisul eram cópias dos kits Ardun para motores Ford Flathead.
O Emisul foi um desenvolvimento próprio da Simca, como esclarecido aqui.
domingo, 25 de julho de 2010
TRANSIÇÕES DIFERENTES


Desde o protótipo final do KdF-Wagen de 1938 até o 1303 dos anos 70, o Volkswagen evoluiu continuamente, mas é possível estabelecer um grande divisor de águas na vida do Fusca: a época em que ele perdeu a harmonia das linhas originais de Erwin Kommenda, com os faróis levemente inclinados se ajustando ao desenho dos paralamas e os parachoques baixos, arredondados, complementando o desenho da carroceria, para ganhar faróis verticais e parachoques mais robustos, posicionados acima do local dos originais. O primeiro país que viu as modificações foram os EUA, em 1967, com a adoção de faróis verticais para os Beetles exportados da Alemanha para lá visando adequar o carrinho à legislação local. Mas os parachoques permaneceram inalterados até 1968, quando o carro ganhou visual mais moderno. No Brasil, a ordem de modernização adotada pela Volkswagen foi invertida: primeiro mexeram nos parachoques (segundo semestre de 1970) para, somente em 1973, adotar os faróis modernos; não nos esqueçamos de que a área envidraçada do nosso Fusca corresponde à do alemão pré-1965 - bem menor, como pode ser visto na comparação acima. Portanto, se o visual do Beetle 67 americano nos provoca certa estranheza, é bem possível que o resto do mundo também torça o nariz para os nossos Fuscas 70-72.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
O ZULLINO TINHA RAZÃO
No post sobre o suposto protótipo do Interlagos II, ficou no ar a dúvida se seria ele um derivado do Alpine A-110 ou apenas um A-108 com mecânica do Renault R8. A foto do A-110 acima, tirada no Brazil Classics 2010, não deixa dúvidas de que aquele não passa mesmo de um A-108 com algumas modificações na traseira e mecânica mais moderna. Reparem que, no 110, as caixas de rodas têm desenho diferente e discretos alargadores, fora que as rodas têm tala mais larga e os faróis de neblina são integrados ao desenho da dianteira, tratando-se, portanto, de um modelo diferente daquele apresentado no Brazil Classics 2004 - uma pena que não fotografei a plaquinha explicativa que aparece logo à frente da berlinetta azul; fica aqui a retificação. Como disse o Zullino, as histórias precisam ser melhor contadas..
quinta-feira, 22 de julho de 2010
FORMA COM FUNÇÃO
Para contrastar com os adornos do LTD Landau do post abaixo, eis um exemplo de dobradiças funcionais que também remetem às carruagens do século XIX. O modelo da foto é um raro Mercedes-Benz 300S quatro portas conversível que chegou recentemente a BH para completar a série de 300S de um colecionador do Veteran de MG, que também é o guardião de uma série completa de Mercedes SL.
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