Sediada em Hiroshima, onde foi arrasada pela bomba atômica no final da II Guerra, a Mazda só retomou suas ativi-dades em meados dos anos 50, ao lançar um minicarro bicilíndrico semelhante ao Subaru 360, aproveitando o incentivo do governo japonês à produção de modelos econômicos. Entretanto, a marca só alcançaria notoriedade fora do Japão ao lançar o sensacional Cosmo Sport no salão de Tóquio de 1964, o primeiro automóvel do mundo a usar o motor rotativo Wankel (primazia dividida com o NSU Prinz), que foi colocado no mercado em 1967. Além do estilo incomum, a curiosidade, obviamente, ficava por conta da nova concepção de motor proposta por Felix Wankel, que tinha os cilindros substituídos por um rotor de formato triangular que girava em uma cavidade oval, criando três câmaras de combustão onde, em cada uma, ocorria um ciclo completo de quatro tempos que dispensava válvulas de admissão e de escape, graças a janelas na própria câmara, como em um motor dois-tempos. Como, em cada volta do motor, se davam três ciclos completos da combustão, o rendimento era espetacular, fazendo com que o pequeno 1.0 chegasse a 110 cv líquidos. O lado B ficava por conta da baixa durabilidade dos primeiros motores rotativos, fator que levou a NSU à beira da falência e fez com que a Mercedes desistisse do também revolucionário C-111. Mas a Mazda insistiu e logo alcançou a excelência na fabricação desses motores, criando uma nobre linhagem de esportivos com o Cosmo e seus sucessores RX-7 e RX-8. Há relato de pelo menos um Cosmo Sport no Brasil, que teria sido presenteado pelo Imperador Hirohito ao General Costa e Silva (mais uma lenda...) e foi matéria da Oficina Mecânica de outubro/1990. Alguém tem notícias dele?
Simca do Brasil em Brasília -DF ...
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