quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

MALBEC GRAN RESERVA

Um dos mais intrigantes Grand Tourers da história, O Justicialista Gran Sport é o espor-tivo nacio-nal dos argentinos, mais ou me-nos como o é o Brasinca 4200 GT/Uirapuru para os brasileiros. Com apenas 167 unidades construídas entre 1953 e 1955 - antes, portanto, de ícones como Ferrari 250 GT ou Mercedes 300 SL de rua - ele é o retrato de uma época ainda próspera para a Argentina, que se orgulhava de ver Buenos Aires se rivalizando em elegância com New York ou Paris. Ao contrário do que pensa a maioria dos antigomobilistas brasileiros, Justicialista não designava apenas o esportivo, mas era a marca de uma linha completa de veículos, que incluía sedãs, peruas e caminhões, sob controle do grupo estatal IAME (Indústrias Aeronáuticas e Mecánicas del Estado), que também fabricou os veículos da marca Rastrojero. Voltando ao Gran Sport, ele tinha carroceria feita em poliéster montada sobre chassi tubular e motor 1.5 de 55 cv líquidos do Porsche 356 instalado na frente (boa pegadinha para os que pensam que os primeiros VW Gol nacionais foram os únicos carros com motor boxer a ar dianteiros) e tração também dianteira, formando um conjunto bastante heterodoxo. Sua produção foi condenada pelo golpe militar de 21 de setembro de 1955, que baniu a política populista de Juan Domingo Perón, autoridade máxima do partido... Justicialista! O modelo da foto foi flagrado na Autoclásica 2008 pelo pessoal da Antyqua, especializada em roteiros clássicos pelo mundo.

15 comentários:

Felipão disse...

Fantástico!!! Não conhecia o justicialista... O que me atraiu mesmo, foi saber do motor de Porsche instalado na dianteira. E esse post segue a linha do automóvel com história....

Gustavo disse...

Super interessante, não sei nada sobre a história automobilistica dos nossos vizinhos que também são apaixonados por carros.
Quanto o carro além de feio devia ser uma encrenca igual ao Gol 1300 a ar que tive.
Prefiro o Uirapuru.

Mauricio Morais disse...

Aqui também vou com o Gustavo. O carro é feio, também tive um Gol BX no começo da vida adulta e prefiro o Uirapuru.

Luís Augusto disse...

Ora, senhores, ele não é tão feio assim...
Pessoalmente, gosto muito do Justicialista, acho que foi um pioneiro cheio de personalidade.
Seria interessante perguntar a um argentino o que ele pensa do Uirapuru...

CHOPPMOTORRAD disse...

http://www.cocheargentino.com.ar/j/justicialista.htm

CHOPPMOTORRAD disse...

Faltou dizer: Realmente é muito rica a historia automotiva dos Hermanos. Durante o verão, a paisagem do sul do Brasil, modificava-se até o fim dos anos 80 de forma substancial, pela adição de Torinos, Ramblers, Fairlanes, Falcons, Chevy II e Dodge Coronado. Minha frustração foi nunca ter visto um Bergantín...

Luís Augusto disse...

Valeu pela dica, Chopp´. Te perguntei em um post passado se vc era de Blumenau; se for, parabéns ao seu povo por uma das cidades mais bonitas do Brasil (ainda existe lá um boteco lá chamado Tunga? - bons tempos...)

De Gennaro Motors disse...

ola amigo....add seu link no meu site...OK

vc tem autos antigos ?

Luís Augusto disse...

Olá, De Genaro. Tenho.

Anônimo disse...

Este auto de ustedes es muy feo, y tiene un nombre horrible, imajina-te un auto llamado Uirapuru.
Hermano

Anônimo disse...

Este auto de ustedes es muy feo, y tiene un nombre horrible, imajina-te un auto llamado Uirapuru.
Hermano

Luís Augusto disse...

Esto (falso) español de usted é más feo que tu nombre (hahahahahaha)

BRUNO FREITAS disse...

Grande Luís, parabéns pelo excelente conteúdo. Aproveito a oportunidade e lhe convido a conhecer meu blog (onde já adicionei seu blog entre os favoritos). O endereço é http://motorgerais.blogspot.com/ . Forte abraço, Bruno Freitas.

TOHMÉ disse...

Sempre admirei o justicialista, que teve vida parecida com o nosso DEMOCRATA...

Luís Augusto disse...

Bruno, obrigado pela visita; assim que tiver um tempinho, faço questão de conhecer seu blog.

Tohmé, concordo em parte; tanto o Gran Sport quanto o Democrata tiveram vida curta e eram sintonizados com o seu tempo, mas, enquanto o argentino era fruto de uma empresa estatal, o brasileiro vinha da iniciativa de um empreendedor visionário que acabou sendo prejudicado pelo próprio estado que, em princípio, deveria dar suporte a esse tipo de empreitada.