quinta-feira, 19 de março de 2009

O SEM-MARCA

Este raríssi-mo Esplana-da 1967 da primeira série, visto no Brazil Classics 2008 ao la-do de qua-se todos os represen-tantes da linha Simca do Brasil, trazia consigo um fenômeno curioso: lançado após a aquisição da marca francesa pela Chrysler, ele ainda não havia sido submetido aos padrões de produção dos norte-americanos, que sabiam do desgaste da Simca no Brasil em função do controle de qualidade irregular e não queriam estampar a sua estrela de cinco pontas em um produto feito a toque de caixa e que, por outro lado, já não podia mais carregar o S com a andorinha estilizada. Assim, ele foi apresentado no Salão do Automóvel de 1966 apenas como Esplanada, sem vínculo oficial com a Simca ou com a Chrysler, trazendo o V8 Emisul 2.4, com válvulas no cabeçote, de 140 cv brutos que aposentava de vez o velho Aquillon. Em agosto de 1967, já com o estilo da dianteira revisado, lembrando um pouco o então novíssimo Ford Galaxie 500, e tendo passado por testes em Detroit, ele vinha com uma discreta plaquetinha com os dizeres "Fabricado pela Chrysler do Brasil", tendo permanecido no mercado até 1969 nas versões Esplanada, Regente (mais simples) e GTX (esportiva) até ser aposentado pelo Dodge Dart.

7 comentários:

Anônimo disse...

Esse é uma verdadeira 'mosca branca' mesmo...

Luís Augusto disse...

Obrigado pelo comentário, amigo, mas seria legal deixar uma "assinatura"...
Valeu!

Germano disse...

um dos meus modelos nacionais favoritos

Felipão disse...

Como moro próximo de várias montadoras, já ouvi histórias fantásticas em relação à elas. Por exemplo, uma do Esplanada. Quando da demolição dos escombros da antiga fábrica da fábrica Chrysler/Simca para a construção do Galpaão das Casas Bahia, foi encontrado um Esplanada desses, enterrado, em perfeitas condições. Confesso que não sei é verdade, pois não vi a história em lugar nenhum da net...

Luís Augusto disse...

Vou assuntar por aí e te falo...

Marcelo Dias disse...

Caro Luís:

Fui eu que postei o comentário como "anônimo", pois não sou usuário do Google/Blogger, e sou um quarentão meio atrapalhado com computadores...

Deixa ver aqui se consigo postar usando a opção "Nome/URL", para não ficar como "anônimo"!
Abraços!

PS: peço sua opinião agora: quantos anos ainda levará para um carro como um Uno anterior a 1990 serem considerados "colecionáveis / raridades"??
(Tenho já há algum tempo um Uno S 1988 bem original, com manual, todos os detalhes de acabamento, bem conservadinho, será que conpensará ficar com ele por vários anos até se valorizar?)

Obrigado

Luís Augusto disse...

Valeu, Marcelo, obrigado pela participação.
Respondendo à sua pergunta: a não ser que você tenha uma mosca-branca guardada na garagem ou que seja comerciante de carros antigos, você não vai ganhar dinheiro com carro algum. O que não quer dizer que o seu Uno não será valorizado, dado o estado de conservação que você diz ser excelente, que é o que conta na valorização de qualquer veículo antigo. Veja o meu caso: já tive um raro Diplomata Collectors, digamos, "nota 9" (tem um post sobre ele aqui no blog) mas o meu carro mais reverenciado pelos colegas colecionadores foi mesmo a Caravan 4 cilindros 76 que, em si, não tem nada de especial, exceto o estado impecável em que se encontra; apesar disso, sei que ela não vale grande coisa se um dia eu quiser vendê-la. Assim, creio que o principal critério para conservar seu Uno deva ser o prazer que ele te proporciona (o que sempre justifica pequenos gastos para deixá-lo ainda mehor) e não a possibilidade de fazer dinheiro com ele.
Abração