segunda-feira, 10 de novembro de 2008

EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE

Após um começo tímido no disputado mercado de cupês esportivos com o 1600 GT, a BMW voltou ao ataque com a série CS, lançada como complemento aos bem-sucedidos sedãs 1602/2002. Essa família surgiu em 1965 com o 2000 CS, que acabou se revelando um fracasso de vendas por causa do desenho incomum da dianteira e da falta de pretensões esportivas do motor de quatro cilindros que, se era adequado para o sedanzinho, deixava a desejar no sofisticado e pesado cupê. Foi somente a partir de 1968, com a adoção de uma nova frente e daquele que, possivelmente, foi o melhor seis em linha da história, que a carreira do CS decolou, começando com o 2800 CS e logo evoluindo para o 3.0 CS, que culminaria no fantástico 3.0 CSL, de peso aliviado, adereços aerodinâmicos e desempenho de pista. Como opção ao CSL, havia os modelos da preparadora independente Alpina, que se tornaram os reis das Autobahnen nos anos 70, como o 3.0 CSi 1974 verde trazido 0Km pelos irmãos Fittipaldi e que deu o ar de sua graça no Brazil Classics 2006. Discreto em adereços aerodinâmicos, ele está com os parachoques dianteiros opcionais (!) e seu motor entrega 200 cv líquidos, capazes de uma velocidade máxima - e de cruzeiro - de 220 km/h, aliados à capacidade de frear e fazer curvas dignas de um puro-sangue. Ao admirar a beleza agressiva do cupê, ficam as perguntinhas meio cretinas: fez certo a BMW em abrir mão da disposição seis em linha e do estilo inconfundível dos modelos pré-Chris Bangle? Será que linhas genericamente arrojadas e um potente V8, calculados para agradar ao mercado norte-americano, são suficientes para dar identidade à marca em um universo onde as diferenças são cada vez mais sutis? Só o tempo dirá...

7 comentários:

Julio Fachin disse...

Conversando com apaixonados por carro, entre eles exigentes colecionadores, uma coisa é unânime. 100% deles detestam o estilo que Bangle. Na minha opinião, sei que muitos discordam, ele vem transformando, ou pelo menos deixando parecidas, as BMW em carros com linhas "coreanas". Basta comparar os atuais série 3 com a Mercedes classe C.

Felipão disse...

Isso que o Julio disse é verdade...

Acaba se perdendo uma parte de sua tradição, que é estar na vanguarda do design...

E incrível a quantidade de carros que os irmãos Fittipaldi traziam e continuam trazendo...

Luís Augusto disse...

É isso aí, quando se trata de marcas de prestígio, identidade é tudo, coisa que a BMW está colocando em risco. Vejam o caso da Alfa Romeo, que abriu mão da tração traseira nos anos 90 e hoje paga caro por isso, apesar dos seus modelos continuarem muito bonitos.

Gustavo disse...

Esse caro está maravilhoso e esteve a venda aqui em SP faz pouco tempo.
Agora tenho que discordar dos amigos sobre a opção da BMW, admiro o design de Chris Bangle, acho único, de vanguarda e marca a personalidade da BMW.
Quanto aos motores os 6 continuam ai...anida não dá para dizer que a BMW mudou. Os V8 da marca são uma evolução.
Só minha opinião.

Luís Augusto disse...

Mas os 6 cilindros agora são V6, não em linha, certo? E a marca não investe neles como opção realmente esportiva.
Quanto ao design, sei que a discussão é polêmica e envolve gosto pessoal, mas...

Gustavo disse...

Verdade discutir gosto é complicado.
O motores de 6 cilindros continuam em linha.

Luís Augusto disse...

Tem razão, Gustavo, desculpe a gafe; não sei de onde tirei que agora é V6.