Um dos raríssimos casos de primazia da indústria brasileira sobre a do resto do mundo, o Chevette surgiu no Brasil em 1973 com estilo francamente teutônico. Eficiente, minimalista, bonito, porém sem um único friso desnecessário, funcional. A receita alemã deu certo, mas, para um público que enxergava- e enxerga até hoje - qualquer carro como símbolo inequívoco de status, faltava um certo appeal, de modo que o Chevette foi ganhando frisos e adornos até 1977, embora sem perder a identidade que lhe rendeu o apelido de "Tubarão". Em 1978, veio uma mudança mais significativa, com grade bipartida e acabamento mais ostensivo, lembrando o americaníssimo Chevy Vega, como no exemplar 1979 acima, estilo que duraria até 1982. Mais do que uma inspiração, o Chevette brasileiro de 1978 era praticamente uma cópia da versão americana, oferecida aos ianques a partir 1976 como resposta da Chevrolet de lá à crise do petróleo; seu estilo mais "espetaculoso" casava mais com o gosto da escola de Detroit do que o sóbrio modelo original e os brasileiros gostaram: em 1980, nada menos do que sete anos após seu lançamento, o pequeno GM teve seu melhor anos de vendas.
Buick Roadmaster 1940 ...
Há 5 semanas
10 comentários:
Concordo contigo Dr.,quanto ao belo minimalismo do original.
Tive um 74 vinho,aquele com o famoso "cambio alemao",com o acionamento da re' para cima.Um dos carros mais gostosos de curva que ja' guiei.
Duas ressalvas:cada arrancada era uma agonia pra mim;a traseira levantava e a impressao era de que voariam partes do diferencial para todos os lados.Nunca aconteceu.
E acho que nunca consegui fazer mais de 6 km/l com o bichin.
Tem minha sumpatia !
A minha também! Mas a reestilização que os americanos fizeram depois foi de matar!
Belair, os primeiro Chevettes e Passats tinham o câmbio chamado de "alemão", mas acho que eram brasileiros mesmo.
Aqui em casa, tivemos quatro Chevettes. Os três primeiros, todos da safra de 1979, tinham essa "cara de Pontiac" - o Jeans branco de minha mãe, no qual aprendi a dirigir, e meus dois SL's, um azul-escuro (primeiro carro próprio, presente de 18 anos) e um dourado. Nenhum primor de desempenho, mas a tocada daqueles carrinhos era uma delícia.
Oi Alexandre, bom te "rever" por aqui!
Dotô,
Alguns carros receberam mesmo caixas ZF alemãs.
É, devo estar confundindo com o cambio alemão do Passat!
Valeu, Luís, a recíproca é verdadeira!
Tive um 74 vremeio e tirando o cambio realmente uma delícia, o resto... ai ai ai. O motor batia mais que britadeira, apesar dos mecas que nele puseram a mão, afirmarem que "aquilo" não tinha jeito mesmo... Autorizada tb nunca resolveu. Até que funcionava bem mas o tec tec tec tec alto e barulhento incomodava um bocado. Pro seu tempo, uma maquininha interessante. Raro é encontrar um inteiro por aí.
Concordo! Pra mim esse estilo é lindo, com a frente igual a dos Pontiacs! Sou meio suspeito de falar sobre os Chevettes fabricados entre 78 a 82 porque meu pai teve um azul danúbio. Por isso não concordo com o que a Quatro Rodas dizia na época sobre esse estilo, em que "A frente americana agressiva não combina com a traseira ao estilo europeu."
Postar um comentário