
Enquanto, no Brasil, o Passat TS acabou consolidando a tendência do esportivo baseado em veículos de origem européia e de grande produção com mecânica básica levemente envenenada, os EUA viam seus esportivos tomarem forma vinte anos antes, a partir de mecânicas poderosas equipando cupês hardtop e conversíveis também derivados de modelos de grande produção. Após o lançamento do 300, em 1955, a Chrysler continuava praticamente sozinha nesse nicho até 1961, quando veio ao mundo o belo 300G (para cada ano, uma letra, com 300B em 1956, 300C em 1957 e assim por diante), equipado com um V8 413, com 6.8 litros e cerca de 400 hp brutos, dependendo dos opcionais de carburação. Um dos mais expressivos representantes da dinastia 300, o G foi um dos últimos Chrysler desenhados pelo grande Virgil Exner e seu estilo era tão bem resolvido que ficou praticamente inalterado no 300H do ano seguinte - coisa rara na Detroit daqueles tempos. Além dos seus atributos, o 300G marcou época por ter sido o primeiro a enfrentar a reação da GM, que criou o pacote opcional SS para os Impalas nas versões cupê hardtop e conversível para brigar com o 300 em 1961; embora apenas 453 SS tenham saído das linhas da Chevrolet naquele ano, diante de 1280 cupês e 337 conversíveis do 300G, a corrida por potência estava só no começo e, poucos anos depois, os números de produção seriam bem mais expressivos. O modelo da foto é da coleção Haberfeld, uma das melhores do Brasil.
10 comentários:
Agora vamos falar de muscles...este é bem interessante.
Chicão, não tem jeito, só a VW dá audiência neste buteco. Vc desistiu da barata? Não tenho ouvido mais falar nela...
Não desistí, tenho grande plano para finalizá-la, estou com problemas de saude em minha casa, não tem dado tempo para absolutamente nada, soma-se aos problemas na empresa, eu ando cansado meu amigo.
Espero que a má fase passe logo!
Luís, esse 300 é muito semelhante ao que estava no museu da Ulbra. Esse carro é maravilhoso, além do desenho particular a altura é inferior a muitos carros da época, dando um perfil elegante.
Um detalhe curioso era o banco do carona, que girava em direção à porta. Devia tratar-se de um opcional.
Oi Arthur!
Não sabia do detalhe do banco giratório. Realmente o 300G é muito bonito e sai do lugar-comum das barcas americanas da época.
Assentos giratórios (swivel seats) para o motorista e o passageiro foram oferecidos nos automóveis da companhia Chrysler entre 59 e 63. Mas o Chrysler 300G de 1961 não se destacava na produção norte-americana; ao contrário, o público considerava esse estilo superado e as vendas em queda refletiam essa apreciação. AGB
Luís, não sei se o link funciona:
http://lh5.ggpht.com/_vaB9oezopmY/SlOryP7tlfI/AAAAAAAAGas/pJ7ZDyhGYOw/s800/ulbra300g01.jpg
Essa foto foi tirada em visita ao museu da Ulbra e o diretor do museu à época gentilmente mostrou o 300 e seu acessório. Ah, minha esposa teve a honra de entrar no Chrysler!
Arthur,
Não funcionou!
AGB,
Realmente a produção era muito pequena (cerca de 1600 unidades neste ano) mas acho que o modelo vale a lembrança pelas tendências que indtroduziu (em conceito, não em estilo, como vc lembrou).
Meu vizinho tem um. Se deixar ligado não enche o tanque.
É um banheirão, nem dá a impressão que tem um motorzão, o carro é grande e lento, branco ainda por cima, fica parecendo maior ainda, assusta as criancinhas da rua.
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