segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

ESPORTIVO RARO


A história do nascimento do SP2 é bem conhecida: aborrecida com o sucesso do Puma, que era construído sem a sua chancela graças a um "pedido" do governo militar, a Volkswagen resolveu contra-atacar e fazer o seu próprio esportivo, contruído sobre a plataforma mais moderna do EA-97 (o Puma usava a do Karmann Ghia, derivada da do Sedan) e com o motor de construção plana da Variant, surgindo, em 1972, os SP1 e SP2. Diferente do SP2 apenas por detalhes de acabamento (bancos em curvim ao invés de couro era o que mais chamava a atenção) e pelo motor 1.6 de 65 hp brutos no lugar do 1.7 de 75 hp do irmão rico, o SP1 tinha o desempenho tão próximo ao do TL e ao da própria Variant, que apenas 81 unidades foram produzidas e ele saiu de linha ainda no ano de estréia, tornando o exemplar acima, exposto na bienal do automóvel no último fim-de-semana, uma raridade dificílima de se encontrar por aí. Há notícias de apenas mais um SP1 sobrevivente, guardado no acervo da própria VW.

15 comentários:

Edward disse...

Só tinha o conhecimento do SP2 , agora do SP1 eu nunca o ví . também não é por menos , né ? Uma verdadeira raridade da volkswagem . Incrível!

Guilherme da Costa Gomes disse...

Para o Zullino:
http://www.autoclassic.com.br/autoclassic2/?p=5405

Luís Augusto disse...

Ô povo que gosta de ver o circo pegar fogo (hahahahahh)

Tohmé disse...

Realmente gostaria de um SP1.

Vamos respeitar o Zullino, pois estamos na semana de seu aniversário. Depois, pode esculhambar...

M disse...

Zuzu, defenda-se !

roberto zullino disse...

Não preciso me defender, fui olhar o post e vi que a modernização sempre existiu, eu apenas cito os brocados dourados e prateados, mas as pesquisa sobre o alumínio é grande, nesse ponto pequei.
Tivemos o Baile Azul de 2005 na gordurenta Lindóia, um dos mais famosos "grease joints" do interior de são paulo. Pode-se ver que a maioria já está de modelito Panex ou Rochedo anodizado na cor azul. Um luxo e um progresso.
Nada contra, mas evento estático sem pista de corrida ao lado só serve para esses eventos maravilhosos.

roberto zullino disse...

Esse negócio de levar mulher em evento automobilístico está errado, mulher tem mais é que ficar em casa cuidando da prole, fazendo comidinhas, esfregando roupa no tanque, passando aspirador, areando panela e se sobrar tempo fazendo crochê. É o melhor método de emagrecimento inventado, molhar a barriga no tanque e secar no fogão.
Quando se faz evento perto de pista de corrida elas não vão e aparecem um monte de vagabas para deleite e desfrute dos colecionadores.
Aí sim o antigomobilismo valerá a pena.

roberto zullino disse...

Voltando ao assunto do post. Tive um SP2 1973 verde metálico claro com as faixas vermelhas. Achei lindo na hora, mas depois de um mês não podia nem olhar para a josta, tinha até vergonha.
O pior é que fiquei com ele 4 anos, mas isso por falta de opção e porque o carro era muito bom, não dava problema, não quebrava nada, nem pneu furava. Andei mais de 100 mil até vendê-lo. Não deixou saudade, mas teria outro de novo, de outra cor evidentemente.

Luís Augusto disse...

Zullino, uma dúvida: o motor do SP2 é difícil de envenenar?
Sempre vejo Pumas com comando bravo, pistões forjados e cilindrada aumentada, mas nunca vi SP2 à altura. Culpa do motor deitado?

roberto zullino disse...

O motor do Sp2 é igualzinho a todos os motores VW, Kombi, Brasília, fuscas.
O problema é que refrigeração desses motores deitados tipo variant e sp2 nunca foi muito católica, há diferenças de temperatura entre os pistões. Ouvi falar que até o distribuidor tem umas mandracarias para atrasar a faísca do cilindro 3 que trabalha mais quente. Evidentemente, usando cárter seco e radiador a coisa melhoraria.
Restariam os carburadores, para colocar uma par de Webers não haveria muito espaço pois a tampa é baixinha e talvez tivesse que ser cortada para as cornetas ficarem dentro do carro. Ou seja, ficaria uma gambiarra sem tamanho
Mas acho que não foi por isso, o carro foi comprado por pessoas mais velhas, a molecada andava de Puma. Para o que era tinha uma potência adequada.
Eu ia sempre para o Rio com o meu. O carro mantinha a velocidade muito bem, pois era aerodinâmico e o único problema era o marcador de temperatura do óleo ficar no máximo. De noite não acontecia. era tudo tão no lugar que não dava muita vontade de mexer.

Luís Augusto disse...

Bem observado, o SP2 realmente nunca transpareceu a jovialidade do Puma.

roberto zullino disse...

Para envenenar um SP2 tem que ter muito capricho, dá muito trabalho. Pode-se colocar uma bomba de circulação e um radiador de óleo externo que soluciona o problema do aquecimento, mas não cárter seco porque não tem lugar para o tanque de óleo. Além disso, a bomba de 4 engrenagens de cárter seco deve bater na ventoinha, a de circulação deve caber, mas tem que acertar a saída e entrada para não pegar na caixa de ar. Passar os tubos nas caixas das portas e colocar o radiador na frente disfarçado, tudo no capricho porque do contrário fica uma merda.
Carburação o melhor é mexer nos solex 32 mudando os difusores, abrindo as borboletas, mas não tem muito recurso. Webers nem pensar, não deve ter lugar.
No meu nunca me atrevi a mexer em nada para não desvalorizar o carro e além disso eu odiava o desgraçado pela cor e vivia querendo vender, só usava óleo caro e trocava sempre.
O Sonho de Puta, que era o apelido na época era um carro muito entediante, era difícil de modificar, não fazia muito barulho, embora tivesse o motor dentro, era macio, confortável, fazia curva bem, embora com alguma resistência no início e era seguro, perdoava muita coisa, ou seja, um bom carro, mas sem sal, nunca passou de um sedan de dois lugares para velhos.

Goodtimes disse...

Concordo plenamente com tudo que o amigo Zullino mencionou, por eu ser o feliz proprietário de um SP2 75 amarelo imperial. Digo feliz pois o carro atende a todos os meus anseios: é estável, confortável, silencioso por dentro (bem mais que um Fusca) e, mantido bem regulado, anda bem.
Quanto à preparação do motor, este deve ser um trabalho hercúleo, pois tudo é muito apertado e justo no cofre do motor. Até mesmo para inserir uma bomba de circulação interna, precisamos uma certa adaptação por causa da caixa de ar, como bem disse o Zullino. É por isso que vemos tantos Puma adaptados para corridas e nenhum SP2 com essa configuração.
Quanto aos SP1, existe um verde mentol de propriedade de um colecionador de Criciuma/SC. Porém não tenho o contato dele, nem sei e o carro ainda está em suas mãos.

Luís Augusto disse...

Então são 3 SP1...
Tomara que apareçam mais!

Goodtimes disse...

Link da postagem com as fotos desse SP1 de Criciuma: http://vwsp2classico.blogspot.com/2009/12/mais-um-vw-sp1-no-brasil.html