quinta-feira, 2 de setembro de 2010

OLDSMOBILE CHUPANDO LIMÃO

Entre algumas das curiosas coincidências na história do automóvel, está a morte prematura dos únicos filhos de três grandes figuras: Jean Bugatti, Dino Ferrari e Edsel Ford. Todos tiveram tempo, no entanto, de deixar sua marca no munda das quatro rodas, tendo Jean assinado o desenho da Bugatti Atlantic e Dino participado do projeto do pequeno V6 das Ferrari de competição, que acabaria ecoando no esportivo que levou seu nome. Poucos se lembram, no entanto, que partiu de Edsel Ford a concepção do imortal Lincoln Continental, considerado por décadas o automóvel americano mais próximo do bom-gosto europeu. A culpada pelo lapso foi a tentativa mal-sucedida do grupo Ford de lançar uma divisão levando o nome do filho de Henry visando atingir a classe média alta americana no final dos anos 50, cujo poder de compra já não era o mesmo do início da década. Com previsões loucamente otimistas e investimentos vultuosos, o empreendimento é lembrado como o maior fracasso da história do automóvel, com vendas pífias e desaparecimento da marca depois de apenas três anos de existência. Certamente o mau-gosto da grade dianteira (que, além do apelido do título do post, parecia uma visão um tanto grotesca da anatomia feminina) não ajudou, como pode ser visto no modelo do ano de estréia, flagrado pelo Chicão em Lindóia/2010.

8 comentários:

Goodtimes disse...

Alguns chamam a grade dianteira de "tampa de privada"...

M disse...

Tá ! Mas o que tem a ver o Olds com o Edsel ?

Luís Augusto disse...

Não fui eu quem deu o apelido....
Acho que qualquer banheira chupando limão serviria!

Francisco J.Pellegrino disse...

O Edsel não tem jeito, a gente quer gostar dele..mas não dá.

roberto zullino disse...

Merece 20 litros.

Luís Augusto disse...

Coitado...

Dan Palatnik disse...

É porque o Olds dessa época tinha aquela bocarra oval bem escancarada de fora a fora.
Que injustiça! O Chevrolet 59 quase foi para a rua com um layout semelhante, criado ainda em julho de 57. Está no livro "Chevrolet 1958-60: A Pictorial History" de John D. Robertson, página 152.
Ademais o Edsel era uma espécie de Ford diferente. O Mercury era ainda mais barroco.

Confesso que adoro o Edsel! O problema é que o projeto criou uma expectativa enorme por um automóvel totalmente inovador, que não se consumou. Ademais o ano foi de pesada recessão, todos os fabricantes sofreram.
Acho esse primeiro Edsel o mais bonito. O de 59 é realmente horroroso e o último, de 60, é um Ford maldisfarçado.

Luís Augusto disse...

Palavra de especialista em design!Dan, obrigado pela análise!