quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O ANTI-KOMBI

Enquanto a perua da Volkswagen reinou - e ainda reina - praticamente sozinha no mercado brasileiro, na Alemanha ela teve que se defrontar com um curioso adversário, o DKW F-89L, que ficou conhecido como Schnellaster, ou Cometa em alemão. Embora tenham surgido ambas em 1949 com a mesma proposta de transporte misto de passageiros e carga, cada uma enfatizava os predicados das marcas de origem, com o DKW se saindo melhor no espaço interno e no desempenho global, apesar do pouco torque em baixa rotação típico do motor dois-tempos, fundamental em um veículo de trabalho. O acesso ao compartimento de carga também é melhor no Schnellaster, já que a traseira não é ocupada pelo motor como na Kombi, e o furgão produzido em Ingolstadt, com sua dianteira comicamente antropomórfica, teve carisma até para conquistar os americanos da famosa revista Road & Track, que o adotaram como veículo de apoio em seus testes. Entretanto, apesar do sucesso nos primeiros anos, o F-89L se revelaria uma aposta de fôlego curto, já que a própria DKW não ia bem financeiramente e o motor dois-tempos tinha limitações praticamente intransponíveis em seu desenvolvimento, tendo saído de produção em 1962 - a Kombi, em suas formas originais, permaneceria até 1967. O veículo da foto, raríssimo no Brasil, esteve presente no Blue Cloud 2007.

10 comentários:

M disse...

Não era tão rara am SP. Lembro de várias andando por aqui. "Nosso" tintureiro tinha uma !

Julio Fachin disse...

Raríssimo nos dias de hoje ele quis dizer...

Tohmé disse...

Adoro essas coisas estranhas.

Guilherme da Costa Gomes disse...

Fêi dimais, sô!

PALINDROMO disse...

Um DKW, de novo por aqui? Bom demais, principalmente porque não será unanimidade. Pioneiro para uns, desengonçado para outros... enfim aquela cachaça que vicia. Se uma hora dessas tiveres um tempo, traga outra contemporãnea, a Tempo Matador...

Mas o que queria mesmo ver aqui, seria o tal Gutbrod Superior...

Luís Augusto disse...

Hehehe, a próxima vítima deve ser o Barkas!

Felipão disse...

nossa...

muito legal...

não sei pq mas gosto muito desse tipo de carro...

Guilherme da Costa Gomes disse...

Luís, já que ocê gosta desses trens atrapaiado, aqui em Itajubá tem um Morris peruínha, deve ser fim dos 40, início dos 50, chapa galvanizada. O carro está desmontado, com fundo primer, mas me pareceu possuir todas as partes, encostado há quase uma década em oficina, disse o dono ter feito toda a mecânica completa, inclusive com partes importadas e reconstruídas especialmente... O preço? bem... pediu 10 mil de lance inicial, mas acho que se negocia. Se te causar interesse, posso ir fazer umas fotos, sem compromisso.
guilhermedicin@hotmail.com
Abraço,

Luís Augusto disse...

Valeu, Guilherme, mas tenho uma inexplicável antipatia por carros ingleses ( o M vai me execrar por causa disso...).
Abração

Martin P. disse...

Aprendi a dirigir em uma destas aos 11 anos de idade, em 1966. Meu pai tinha uma, era ano 51, 2 cilindros, motor transversal, 22 HP, o gerador era conjugado ao motor de partida. O cambio de 3 marchas no chão mas com as marchas para esquerda e direita. Morávamos em Porto Alegre, depois que meu pai vendeu sei que o destino da DKW foi o Uruguai. Saudades.