segunda-feira, 18 de abril de 2011

NÃO CONVENCEU




O conversível acima, relativamente raro no Brasil, é o Cadillac Allanté, produzido entre 1987 e 1993 e cuja proposta, dentro de um esforço hercúleo da GM para revitalizar a sua marca premium nos EUA, era concorrer com a nova safra de puro-sangues europeus, que pareciam valorizar cada vez mais o luxo ostensivo em prejuízo da esportividade, como a quarta geração do Mercedes SL. Mas, apesar do ótimo acabamento e da indelével associação ao V8, a Cadillac optou pela tração dianteira, segundo a escola iniciada na marca pelos Eldorado 1967, tendo experimentado novo fracasso de vendas. Não é para menos: alguém teria algum arroubo de esportividade em um carro com esse enorme balanço dianteiro e com paralamas tão altos? Não é à toa que até o Opel Omega serviu de base para alguns modelos da Cadillac nos anos 90, para desespero dos puristas da marca.

7 comentários:

M disse...

Pois eu gosto !
Acabamento primoroso e é bom de guiar, principalmente os equipados com o motor Northstar.
E hoje já estão muito bem cotados.
Há alguns anos deixei de comprar um bem barato aqui em SP. Me arrependo.

Luís Augusto disse...

A mim não agrada. Os Eldorados conversíveis dos anos 70, também com tração dianteira, me parecem uma proposta mais honesta. Mas o V8 Northstar ficou famoso como uma jóia mecânica. Lembro de uma discussão engraçada com um amigo. Por causa da cilindrada do motor (4.1), ele jurava que a Cadillac estava usando o mesmo bloco do Opala em seus carros! Não adiantava falar que era um moderno V8 de bloco pequeno.

M disse...

Ah ! Mas os Eldorado não tem nada a ver, principalmente pelo peso e tamanho dos motores !
O que me incomoda (um pouco) no Allante é o motor transversal.
Há 3 versões de Northstar, de 4.1 a 4.7, todos DOHC, 32 válvulas.
Os cabeçotes são uma beleza !
Sonho ocm um destes 4.7, com 4 Weber 48 IDA, em um MGB...

Thiago disse...

Não sei de quando é essa foto, porém, lembro desse carro estar 'abandonado' em uma oficina no mesmo canto durante meses e meses, eu tirei a 635CSi de lá primeiro, vi que não iria dar em nada...
Abraço!

Luís Augusto disse...

Ofifina aqui tá um problema mesmo. Tenho gostado muito dos serviços do Renato, só que ele tá lotado...

Paulo Levi disse...

O Allanté até que tinha os seus atrativos (dos quais o principal era mesmo o motor Northstar), mas era caro demais pelo que oferecia. Isso por conta dos custos de produção da carroceria na Itália, e de toda a logística envolvida no envio de componentes dos Estados Unidos para a Europa e vice-versa.

Luís Augusto disse...

É verdade, Paulo, chagaram a dizer que o Allenté tinha a linha de montagem mais longa do mundo!