quinta-feira, 12 de novembro de 2009

QUE SAUDADE!


Apesar do Fusca 69 ter entrado para a minha biografia como o pioneiro da minha vida ao volante, o primeiro carro que realmente curti foi o Passat LSE 86 Vermelho Calipso que meu pai tinha na época da minha habilitação, idêntico ao do André Grigorevski que ilustra este post. De acabamento luxuoso e cheio de estilo, o lá de casa tinha as rodas originais trocadas pelas de liga leve do Gol GL 90 e ele ainda tinha fôlego para fazer sucesso nas baladas e na UFMG, para onde eu ia guiando o bicho feliz da vida, às vezes esnobando com o ar-condicionado (de série) ligado, coisa rara na vida de um universitário em 1995-96. Ok, o desempenho dos 76 cv do motor MD-270 (antecessor do AP-600, depois AP-1600) conhecido como 1.6 "bielinha" e o câmbio de 4 marchas, além da cafonice do veludo vermelho do estofamento, bem ao gosto da clientela iraquiana para a qual essa safra de LSE se destinava originalmente, mostravam o lado B de um projeto já defasado, mas quem se importava? Aos 18 anos, quando ainda era eu mesmo quem lavava os carros lá de casa, a vida era bem mais simples...

16 comentários:

Gustavo disse...

Meu primeiro carro. O meu era todo cor de caramelo, brega mas um carrão!

Goodtimes disse...

Saudades...
Meu pai teve um, só que azul (não sei o nome correto da cor). Na época dava um banho nos outros carros.
http://vwsp2classico.blogspot.com

André Grigorevski disse...

Uau! Quanta honra ser citado (e com fotos dos meus "filhos") em dois posts nos últimos dias!

Curiosamente, nossas histórias são invertidas. Apesar de ter os Passat tão presentes na minha vida, meu primeiro carro foi um Fusca, porém 1979. Apesar de ficar com ele apenas 6 meses, lá pelos idos de 1998, foi marcante. Principalmente pelas idas a faculadade e saídas a noite. Depois troquei, veja só, por um Passat LSE "Iraque" vermelho, porém era o Vermelho Fênix, metálico. Contra a minha vontade, acabei ficando também apenas uns 6 meses com ele. Foi o único Passat que vendi (e espero que continue sendo o único).

Felizmente minha sede por um Passat "Iraque" foi novamente suprida no finalzinho de 2006, quando comprei este da foto.

Devemos a sobrevida do Passat no Brasil especialmente ao contrato de exportação para o Iraque. O Saddam não foi de todo ruim...

PS: tenho saudades do Fusca... E pretendo ter outro futuramente.

André Grigorevski disse...

Ops... Esqueci de um comentário sobre a cor do estofamento. Realmente, para os padrões brasileiros o interior vermelho era um tanto esquisito (mas eu acho lindo, hehehe). Até hoje me perguntam se o interior do carro era assim mesmo ou eu que coloquei dessa cor. O LSE azul mediterrâneo era o único que tinha estofamento cinza, uma beleza também!

Mas não podemos esquecer que a GM mais ou menos no final dos anos 80 ofereceu o interior vinho no Monza Classic e Opala, exatamente nos modelos mais caros. Inclusive com o painel pintado dessa cor. ;-)

Luís Augusto disse...

Oi André, esperava por um comentário seu!
Engraçado que só curti "meu" LSE por 6 meses porque ele foi roubado e substituído por um Santana GLS que ficou distante das minhas pretensões lá em casa...
O estofamento vermelho é antigo na linha Opala, equipou os modelos 69 e 70, depois 78-79 (Chateau) e no final dos 80's como vc citou.
Abração

Brasil Empreende disse...

Ola visitei seu blog e gostei muito e gostaria de convidar para acessar o meu também e conferir a postagem de hoje: Toyota – Empresa do Século XXI supera crise.
Sua visita será um grande prazer para nós.
Acesse: www.brasilempreende.blogspot.com
Atenciosamente,
Sebastião Santos.

M disse...

Muitos destes Passats sobrevivem até hoje no Iraque, apesar das guerras, atentados e pricipalmente dos terriveis motoristas.
Na época, eles apareciam em bando nas concessionárias, compravam um (sem nunca ter guiado...)e partiam para atravessar o país em 1a. marcha...

Luís Augusto disse...

Hehehehh, não sabia das habilidades especiais dos motoristas iraquianos!

Mateus disse...

Meu pai tem um modelo 1987 azul desde 1996 até hoje! Mas não acho o desempenho dele tão ruim assim...

André Grigorevski disse...

Mateus, o desempenho do MD-270 é de fato um pouco inferior ao AP-600. Mas não é ruim mesmo. É um carro que até hoje pode ser usado tranquilamente no trânsito urbano e estradas sem problemas. Minha única ressalva é para o carburador mini-progressivo. Muitos gostam, mas eu não me acostumei com ele.

M, lembro de ter lido exatamente sobre essa, digamos, característica dos motoristas iraquianos. Só não lembro onde li... Os motoristas atravessavam o deserto em 1ª marcha e depois reclamavam de superaquecimento...

Gostaria de ver um dia a foto de alguma loja/concessionária no Iraque naquela época. Devia ser uma coisa linda.

M disse...

André,
É a pura verdade ! Eu ví isto com os meus próprios "zóios".
Andei por lá na época, vendendo repuestos de VW e caminhões MB.
Não deixou saudades...

Luís Augusto disse...

M, até no Iraque???
Vc é uma figura!

M disse...

Hehehehh...
E por toda a Arabia Maldita tb.
Na época, vendia até no Zaire. De lá são as melhores histórias !

Luís Augusto disse...

Onde eu vou arrumar um post sobre carros do Zaire pra vc contar as histórias??? (hahahaha)

Francisco J.Pellegrino disse...

Dr., ele é brimo do Sadam !

Felipão disse...

hahahahahhahahah

essas histórias do Zaire prometem...